O Palmeiras voltou aos treinos nesta segunda-feira (8), em Doha, no Catar, logo após a derrota por 1 a 0 para o Tigres, domingo (7), pela semifinal do Mundial de Clubes da Fifa. A equipe realizou um trabalho pela manhã (horário local) e iniciou a preparação para o compromisso de quinta, quando vai disputar o terceiro lugar do torneio. O elenco se reapresentou e trabalhou somente com os reservas e jogadores que entraram no segundo tempo da derrota para o time mexicano. Os atletas participaram de uma movimentação em campo reduzido, seguido por trabalho de toque de bola e encerrado com treinos de finalizações. A atividade foi comandada pelos auxiliares do técnico português Abel Ferreira.
Os titulares não foram ao gramado e fizeram apenas um trabalho na academia. Logo depois, passaram por atividades regenerativas como massagem e o uso de botas pneumáticas para relaxar os músculos. Em fase final de recuperação de lesão na coxa esquerda, o atacante Gabriel Veron fez movimentações no gramado sob a supervisão de profissionais da comissão técnica. A equipe volta ao trabalho nesta terça-feira (9) às 18h30 locais (12h30 de Brasília), já com a presença dos titulares. A equipe joga na quinta (11) às 18h locais (12h de Brasília) e no dia seguinte retorna ao Brasil para cumprir a tabela restante do Campeonato Brasileiro. No domingo (14), a equipe já tem jogo diante do Fortaleza, no estádio Allianz Parque, em São Paulo, pela 36.ª rodada.
SUL-AMERICANOS
A derrota do Palmeiras para o Tigres marcou mais um tropeço precoce dos times sul-americanos no Mundial de Clubes da Fifa. É a terceira vez nas últimas cinco edições do campeonato que um time do continente sofre a queda ainda na fase semifinal. Ou a quinta vez nas últimas dez disputas do torneio internacional.
Antes do revés do Palmeiras por 1 a 0, no Catar, o argentino River Plate decepcionou em 2018, ao ser eliminado nos pênaltis pelo modesto Al Ain, dos Emirados Árabes Unidos. Dois anos antes, o colombiano Atlético Nacional caiu diante do Kashima Antlers, do Japão. As duas quedas anteriores foram protagonizadas por brasileiros. Em 2013, o Atlético Mineiro foi derrotado por 3 a 1 pelo Raja Casablanca, do Marrocos. A derrota mais inesperada, por ser a primeira de um brasileiro numa semifinal, foi a do Internacional diante do Mazembe, da República Democrática do Congo, pelo placar de 2 a 0, em 2010.
Uma equipe da América do Sul não levanta o troféu do Mundial desde 2012, quando o Corinthians bateu o Chelsea por 1 a 0. Um ano antes, o Santos levou 4 a 0 do Barcelona. Em 2017, o Real Madrid dominou o Grêmio e, em 2019, o Flamengo chegou a levar o favorito Liverpool para a prorrogação, porém acabou caindo por 1 a 0 na decisão.
Nas 17 edições do Mundial, o Brasil foi campeão por 4 vezes: com o Internacional, sobre o Barcelona, em 2006; o São Paulo, sobre o Liverpool, em 2005; e o Corinthians, em 2012 e também logo na primeira edição com a chancela da entidade mundial, em 2000, em confronto nacional com o Vasco na final.