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Queda de energia é uma incômoda rotina em condomínio bauruense

Bruno Freitas
| Tempo de leitura: 2 min

Transtornos frequentes com oscilação de energia e até prejuízos financeiros com eletrodomésticos quebrados em decorrência de panes elétricas. Essa tem sido uma rotina nada agradável de ao menos 2 anos dos moradores de diversos condomínios de Bauru. A CPFL foi acionada durante todo este período e até houve reuniões recentes entre técnicos da empresa de energia e munícipes.

Reclamaram à reportagem famílias dos residenciais Villaggio, Shangrilá, Spazio Verde e edifícios Murano, Santorini e Córsega, além do Lago Sul, que fica em região mais afastada dos demais, na rodovia Bauru-Ipaussu.

Um destes moradores é o microempresário Marcelo Rasi, 54 anos, que reside no Villaggio 2 há 12 anos. Um dos primeiros moradores do local. Ele já foi diretor administrativo do condomínio, que na verdade é uma associação de moradores, e reclama que o mês de dezembro foi o ápice. "Quando começa a chover, a gente já sabe: vai cair a energia. Virou piada. No nosso grupo do WhatsApp já fazem o alerta para a chegada da chuva e as quedas de energia que acompanham", comenta o morador.

Marcelo recorda que em dezembro foram muitas interrupções de energia, algumas de 5 a 10 minutos, outras com duração maior, mas houve uma data naquele mês, que não sabe precisar, que durou 24 horas. E neste dia vários vizinhos contabilizaram prejuízos de equipamentos e comida. Outro receio é com a segurança. "Neste dia queimou o painel elétrico da minha geladeira. O conserto ficou em R$ 500,00. Um bom tempo antes queimou a televisão. A CPFL vem, arruma, alega que é devido à chuva, mas no domingo passado não choveu e no meio do jogo do Palmeiras no Mundial caiu a energia. Os problemas são vários. Já queimou até transformador da rua", reforça.

O munícipe destaca ainda uma reunião entre síndicos dos Villaggios e técnicos da concessionária de energia, no começo do ano. Ele revela também que vizinhos do Villaggio 3 foram além e realizaram ação coletiva contra a CPFL. "Só aqui no Villaggio 2 somos em 300 famílias aproximadamente, cerca de 1.200 pessoas sendo impactadas diretamente. Fora a soma de todos os outros condomínios", finaliza.

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