Viver Bem

Para espantar os insetos

Evelin Machado
| Tempo de leitura: 2 min

No verão, é comum usar roupas mais curtas e ficar mais exposto ao meio ambiente - por exemplo, deixando as janelas abertas por mais tempo para refrescar a casa. Esses fatores aumentam os riscos de picadas de insetos, que podem gerar reações alérgicas leves ou graves, a depender da pessoa que foi picada e do inseto que picou.

No caso de pernilongos, as reações são locais, com coceira e a possível ocorrência de inchaço onde ocorreu a lesão. Nesses casos, a orientação dos especialistas é usar uma pomada antialérgica para aliviar os sintomas. É importante também evitar coçar, já que na unha há bactérias que podem entrar na ferida e infeccioná-las. Não é indicado o uso de álcool sobre o local: apesar de ele refrescar a pele e gerar um conforto momentâneo, ele agride o tecido epitelial, podendo causar lesões.

Mas há um outro grupo de insetos que pode desencadear reações alérgicas mais graves, como a anafilaxia, por exemplo. É o caso de formigas, vespas, abelhas e marimbondos.

"A anafilaxia pode provocar urticas, que são lesões altas, elevadas, que coçam bastante. Podem ser acompanhadas de inchaços deformantes de pálpebras, lábios e orelhas. Sintomas respiratórios também estão associados, provocando falta de ar, tosse e chiado no peito", explica Alexandra Sayuri Watanabe, coordenadora do Departamento Científico de Anafilaxia da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI).

Pessoas que apresentam quadro de anafilaxia - os sintomas aparecem minutos depois da picada - devem procurar imediatamente um pronto-socorro para receber uma injeção de adrenalina para interromper a reação alérgica. Há também um tratamento posterior muito eficaz em reações graves.

"A imunoterapia específica diminui a chance de uma nova reação sistêmica quando a pessoa é exposta novamente, ou seja, após outra picada ou ferroada. Esse tratamento só pode ser indicado por médico especialista, após avaliação clínica minuciosa, exames laboratoriais e realização de testes cutâneos", afirma a médica.

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