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Alunos de medicina cobram HC aberto

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 2 min

Mobilizados em torno da reivindicação da abertura definitiva do Hospital das Clínicas (HC) em Bauru, estudantes do curso de medicina da USP promoveram ontem (18) novo ato para chamar a atenção da sociedade sobre a importância da causa. O grupo assegura que a principal motivação do pleito é o déficit de leitos hospitalares públicos na região.

Concentrados na frente do prédio, onde, por ora, funciona o hospital de campanha para pacientes com Covid-19, os alunos produziram faixas e cartazes. Depois, marcharam para panfletagem na avenida Getúlio Vargas.

Foi o risco de fechamento desses eleitos para o enfrentamento da pandemia, no fim de 2020, que deu início ao movimento de estudantes. As vagas foram mantidas e, recentemente, ampliadas por conta do agravemento da crise sanitária após as festas de fim de ano.

O movimento defende, porém, a abertura definitiva do HC. Membro do grupo, Matheus Borges, 21 anos, reconhece que a unidade em operação agregará valor ao curso, mas garante que a principal motivação é a falta de leitos hospitalares no SUS. Ontem à noite, 42 pacientes aguardavam vagas de internação em unidades de urgência e emergência do município.

"Em um momento tão delicado para a saúde em Bauru, o contexto é de fechamento de leitos. Queremos chamar atenção das autoridades", diz o estudante.

Matheus comenta que o movimento tem se articulado em diversas frentes e dialoga, por exemplo, com políticos locais. Ele relata, no entanto, que não tem obtido êxito na tentativa de estabelecer canal direto de diálogo junto ao governo do estado.

"A gente tem a informação da necessidade de uma lei que autarquize o HC para que haja um acordo de cooperação técnica entre a USP e o Estado. Mas não há gestos de que isso esteja nos planos de curto nem de médio prazo", lamenta.

ESPECIALIDADES

Aluno do segundo ano de medicina, Wesley Pereira, 21, comenta que o novo hospital tem o papel de suprir a oferta de especialidades com maior demanda ou mesmo inexistência de oferta na cidade de Bauru. "É uma estrutura planejada há décadas e tem tudo para ser referência, como já é o Centrinho", acredita.

Além de alunos de medicina e de simpatizantes da pauta, passaram pela concentração do ato representantes do Sindicato do Comércio Varejista (Sincomércio) de Bauru e Região e os vereadores Eduardo Borgo (PSL), Júnior Lokadora (PP) e Marcelo Afonso (Patriota).

 

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