Tribuna do Leitor

Pela abertura de mais covas

Marcos Paulo Rezende
| Tempo de leitura: 2 min

Somos um país condenado ao fracasso, a concepção de indivíduo de nossa sociedade é egocêntrica, narcisista, gente que acha que seu umbigo é o centro do Universo. Não há senso coletivo e não há como pensar em sociedade sem desenvolver a coletividade, algo impraticável numa sociedade de classes. A pandemia evidenciou a profunda desigualdade social e a nossa falta de empatia. Países como China, Vietnã, Austrália e Nova Zelândia controlaram com louvor o vírus com isolamento de regiões quando necessário para impedir a transmissão comunitária, testes em massa, rastreio, estruturas de governos ativas no combate e informando diariamente a população. Já o Brasil é o oposto disso, se já não bastassem a nossa desigualdade, falta de empatia e ampla ignorância dos 'especialistas' de whatsapp, temos o pior governo da nossa história que faz do país um pária internacional. Não temos ministro da Saúde, deixou milhões de testes estragarem, divulga 'tratamento precoce' que não existe, espalha fake news, um governo com 250 mil mortes nas costas e subindo... um governo genocida e com aplausos de muitos.

Em Bauru estamos reproduzindo toda essa nefasta política num conluio entre entidades patronais, poderes executivo, legislativo e judiciário que alimentam o ódio e o cada um por si. Já poderíamos estar numa normalidade se tivéssemos uma política sanitária eficaz, mas se optou por normalizar as mortes.

Nada de cobrar por vacinas e planejamento do governo federal, preferiram fazer de Bauru um puxadinho de Brasília onde até a prefeita se aglomera no churrasco com a bênção do genocida. E o que dizer da vergonhosa manobra da Câmara MUnicipal ao colocar tudo como 'essencial'? (Lei derrubada pelo Poder Judiciário).

Só o que não é essencial é a vida dos trabalhadores, se um morrer, troca. Deixar o vírus correr solto será um tiro no pé da já destroçada economia, mas fazer entender isso quem se orienta pela ganância, não dá. Poderia o promotor Enilson Komono fazer uma live nos cemitérios públicos para verificar se há covas suficientes ou o se município terá que abrir novas covas. A história será implacável com os cúmplices dessa insanidade.

Que na Nuremberg brasileira todos eles estejam no banco dos réus e respondam pelos crimes contra a humanidade.

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