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De rejeitado a cobiçado, o técnico argentino Ariel Holan tem no Santos o maior desafio da sua carreira

FolhaPress
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O Santos oficializou a contratação do técnico Ariel Holan, substituto de Cuca, na manhã desta segunda-feira (22). O argentino terá vínculo até final de dezembro de 2023. Cuca se despediu do elenco do Peixe ontem, logo após o empate em 1 a 1 com o Fluminense, na Vila Belmiro. O argentino está empolgado para dar início aos trabalhos no Brasil. A expectativa é de que ele chegue na Baixada Santista nesta terça (23). O presidente Andres Rueda e alguns membros do Comitê de Gestão irão apresentar as estruturas do CT Rei Pelé e da Vila Belmiro ao treinador, e conversarão mais sobre os projetos e planejamentos para a temporada. 

"Estou muito feliz em dirigir o Santos, um clube com tantos craques como Pelé e Neymar. Será um desafio participar de uma das ligas mais equilibradas do Mundo, mas confio plenamente que vamos entregar um bom resultado para a torcida com mentalidade ofensiva e que os jogadores mais novos sejam aproveitados com os mais experientes. Sei que é uma responsabilidade muito grande, mas estou animado. Fica minha promessa que vou terminar falando bem o português", disse Ariel Holan. Ele chegará com sua comissão enxuta, com apenas dois profissionais. 

QUEM É O ARGENTINO

Ariel Enrique Holan, 60 anos, recebeu do Defensa y Justicia, no dia 11 de junho de 2015, o convite pelo qual aguardou por toda uma vida. De forma aparentemente tardia e improvável, aos 54 anos, Holan tinha no clube a chance de realizar o primeiro trabalho como técnico de uma equipe profissional de futebol. Poucas horas após a confirmação, ao abrir o Twitter, ele se assustou com a repercussão negativa.

"Primero veio [Darío] Franco, depois [José "Turu"] Flores e agora um treinador de hóquei. O próximo treinador será o delegado de Varela?", escreveu um torcedor na rede social. A menção foi uma ironia aos seguidos fracassos em apostas de pouco nome por parte do clube de Florencio Varela, província de Buenos Aires, e ao passado de mais de duas décadas de Holan como treinador de hóquei sobre a grama.

Além de uma medalha de bronze dirigindo a seleção uruguaia da modalidade nos Jogos Pan-Americanos de 2003, na República Dominicana, não havia grandes feitos públicos no currículo. No futebol, sua experiência era de 12 anos de trabalhos como assistente ou analista de vídeos, sem maior destaque.

Holan deixou para trás um passado de desconfianças e chega à Vila Belmiro com alta expectativa em um clube que vive grave crise financeira e não poderá mais contar com Cuca, referência de uma retomada improvável na última temporada. O técnico, segundo pessoas com quem conviveu ao longo da carreira, tem como melhor definição nos últimos anos a de que "sigue acallando voces" (segue calando críticas, em tradução do espanhol).

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