Uma área pertencente ao município, no Núcleo Beija-Flor, encostada a um poço de água do DAE e ao lado da Escola Estadual João Maringoni, foi transformada em um "lixão" irregular, denunciam os moradores do bairro. O local tem acesso livre e fica entre as ruas 50, Alexandre Jorge Nasralla e Manoel Macedo.
A área reúne uma grande quantidade de pilhas de diferentes tipos de lixos, seja orgânico - com restos de comida -, sobras de construção civil, podas de árvores e diversos estofados velhos jogados. Até um "tapete" de pelos, possivelmente da tosa de pets, foi despejado ali.
O que intriga os moradores é o fato de servidores do DAE comparecerem ao local frequentemente, com o caminhão da autarquia, para pegar terra e destinar a consertos de buracos na cidade. Mesmo assim, reclamam os munícipes, não há a mínima comunicação à prefeitura do problema e da necessidade de resolvê-lo.
A calçada deste terreno municipal também não dá passagem para pedestres, uma vez que o matagal toma conta. Com isso, crianças precisam andar pela rua, o que representa um grande risco. Inclusive, uma placa que indica "40km/h" está encoberta pelo mato e é difícil de ser enxergada.
A professora Diomara Dias reside no bairro e destaca que o despejo de lixo é rotineiro. Ela pede uma melhor conscientização da vizinhança, para que não joguem sujeira. Diomara, inclusive, flagrou recentemente um carroceiro levando uma grande pilha de entulho e despejando ao lado da grade do poço do DAE.
Também moradora do Beija-Flor, a auxiliar de produção Deise Toledo relata que, desde a infância, quando estudava na Escola João Maringoni, o terreno sempre recebeu despejo de lixo.
"O problema é crônico. Moro no Beija-Flor há 38 anos e este terreno sempre teve problema. A população precisa preservar mais o bairro, para não ser criadouro de animais peçonhentos. Até porque há muitas crianças que transitam por ali", comenta.