Tribuna do Leitor

Coronavírus - o que a pandemia tem a nos ensinar

Rodrigo Cabello da Silva - Auxiliar Jurídico.
| Tempo de leitura: 3 min

Depois de um longo período de anonimato, aliás, mais longo que o esperado por este que a vós se dirige e a todos os eleitores e eleitores que honrosamente prestigiam, não somente à minha pessoa como a de todos aqueles que utilizam-se desse importante espaço de manifestação popular do não menos importante Jornal da Cidade.

Mas vamos ao que interessa. É sabido que o mundo, ao que parece, vem modificando-se desde sempre e, especialmente nesse ano de 2020, mais precisamente entre fevereiro e março, já que um invasor asiático emigrou do seu país originário, a China, para outros países de outros continentes.

Pouco ainda sabe-se a seu respeito, o que se tem de informação é que talvez seja proveniente de um animal, fruto do cruzamento de um tatu com um tamanduá e que originou-se num mercado de rua que, à ocasião, tendo comercializado este, os seus consumidores alimentaram-se do mesmo e deixaram fragmentos do mesmo no passeio público.

Aqui na pátria canarinho ele chegou por volta também do segundo mês de 2020 e desde então vem causando consequências catastróficas de diversas ordens, tais como econômica, de saúde, emocionais e outras tantas. Segundo instruções das autoridades especializadas em saúde quanto maiores as aglomerações maiores as chances de contágio de uma pessoa para outros e segundo ainda as mesmas didaticamente informam, uma só pessoa contaminada é capaz de passar o vírus para outras quatro.

Ocorre que, em razão da irresponsabilidade do mandatário-mor da nação, não fossem as providências emergenciais dos prefeitos e governadores, ao menos por parte deles, o quadro seria ainda mais aterrorizador. Estamos em um ano totalmente atípico e, segundo informações dos economistas, o PIB (Produto Interno Bruto), isto é, a soma de todas as riquezas de um país durante um determinado período, no que tange ao Brasil, teremos um ano terrível.

O grande problema em meio a todos os acima citados é uma soma de fatores, a partir do mal exemplo do presidente da República, que lá nos idos de fevereiro e março negava veemente e categoricamente a existência e gravidade do tal vírus utilizando-se do termo "gripezinha", tanto no vídeo em que afirma tal falácia como mais recente em que ele se desdiz, "não assumindo a bronca", ou seja, contradizendo-se com sua própria fala irresponsável.

Obviamente que nem toda ela é descabida, no que tange aos empregos e a importância de mantê-los, mas se não houver pessoas vivas, não há empregos, empresas, economia, enfim, não há e não haverá nada. Há em curso diversos estudos e vacinas sendo experimentadas por um grupo específico de pessoas, e ao que parece, vem tendo bons resultados. A população começou a ser vacinada.

Oremos que tais esforços científicos sejam verdadeiramente eficientes (ágeis) e eficazes (cumpram os efeitos a que se destinem). Oremos ainda que a autoridade maior do poder executivo, e não somente ele, mas aqueles pertencentes a todos os poderes constituídos, sejam responsáveis e não queiram transformar uma questão de saúde pública num instrumento político tal como vem sendo feito diuturnamente.

Torçamos para que todos os envolvidos nos estudos, pesquisas e principalmente que as autoridades democraticamente constituídas, com destaque para o presidente Jair Messias Bolsonaro, que, tendo o povo brasileiro acreditado à ocasião em 2018 que poderia sair de um círculo vicioso para outro virtuoso depois de dezesseis anos de governos petistas, elegendo alguém diferente.

O cenário atípico que ora se apresentava foi permeado por diversas situações, dentre elas o atentado sofrido pelo então candidato na cidade mineira de Juiz de Fora, quase vindo a óbito, o que somente não ocorrera por iniciativa de populares que literalmente carregaram-no nos braços e providenciando que fosse atendido no hospital daquele município.

Tomara Deus que este possa mudar seu pensamento e responsabilizar-se em liderar a nação para a qual fora escolhido e que também o povo possa respeitar as orientações dadas pelas autoridades de modo a não transmitir ainda mais esse vírus.

Oremos! Desculpem o desabafo, um forte abraço a todos, Deus os abençoe e obrigado pela atenção.

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