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Regras importam mais que número de alunos em 'bolhas', dizem médicos

Angela Pinho Clayton Freitas
| Tempo de leitura: 2 min

Com a volta das aulas presenciais, as escolas têm dividido os alunos em grupos compostos sempre pelos mesmos estudantes. Diante da diversidade dos arranjos, porém, pais têm se perguntado: qual deveria ser o tamanho dessas bolhas? A resposta não é tão simples, dizem especialistas. Não há número específico.

Vale lembrar que a norma do governo do Estado autoriza presença de até 35% dos alunos da educação básica nas fases vermelha ou laranja, de 70% na fase amarela e de 100% a partir da fase verde.

Parte dos colégios está aplicando esse percentual sobre o universo geral de alunos e parte está aplicando sobre cada classe. Muitos, ainda, fizeram uma mescla dos dois modelos, variando de acordo com a faixa etária dos alunos. Em Bauru, Maria do Carmo Kobayashi, secretária de Educação, destaca que, na educação municipal, a volta é ainda mais restrita do que o Plano São Paulo prevê (leia na página 8).

REGRAS

Coordenador médico do pronto-atendimento de Pediatria do Hospital Sírio-Libanês, Ricardo Fonseca, diz que não há um número limite de alunos para compôr bolhas como essas, mas é preciso ter uma quantidade de alunos com a qual seja possível respeitar as regras de distanciamento.

Nesse sentido, explica, em turmas de crianças menores, na faixa dos quatro e cinco anos, não é interessante ter muitos alunos, pois os professores e cuidadores teriam assim mais dificuldade em zelas pelo cumprimento das regras.

Já em turmas de adolescentes que não se alimentam na escola e usam máscara, esse número poderia ser maior, na avaliação do médico pediatra.

A função da bolha, explica Ricardo Fonseca, não é só restringir o contato dos alunos, mas também permitir o rastreamento de contatos em caso de suspeita de infecção de algum estudante e, dessa forma, controlar a disseminação do vírus.

Infectologista e diretor clínico do Grupo Fleury, Celso Granato também afirma que não há um número ideal de integrantes para as bolhas formadas nas escolas.

O importante, na avaliação de Celso Granato, é cumprir o distanciamento social e não descuidar das medidas de prevenção além da sala de aula. "Não adianta deixar dez alunos por classe, se todo mundo entrar no mesmo horário. É preciso escalonar", afirma o infectologista.

Celso Granto ressalta ainda que, embora seja mais difícil para as crianças menores cumprirem as regras, o risco de transmissão entre elas é menor do que entre os adolescentes.

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