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OMS: "No momento, o vírus manda"

Estadão Conteúdo
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Genebra - O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou nesta segunda-feira, dia 1, que na última semana os casos da Covid-19 no mundo tiveram um aumento, após seis semanas de recuo. "Os casos reportados aumentaram em quatro das seis regiões da OMS: as Américas, Europa, Sudeste Asiático e Leste do Mediterrâneo", afirmou ele, durante entrevista coletiva. "Isso é desapontador, mas não uma surpresa", comentou.

Tedros Adhanom disse que a OMS trabalha para entender melhor esses aumentos na transmissão. "Parte disso parece ser devido ao relaxamento de medidas de segurança pública, à continuada circulação de variantes e a pessoas baixando sua guarda", afirmou. Ele insistiu para que as pessoas pelo mundo mantenham medidas comprovadas para conter a disseminação do vírus, como o uso de máscaras, a lavagem das mãos e o distanciamento social.

Diante da ameaça global, é preciso haver uma resposta coordenada pelo mundo ao problema. "Não estamos pedindo aos países que coloquem seu próprio povo em risco. Estamos pedindo que todos os países sejam parte de um esforço global para suprimir o vírus em toda parte."

MAIS UM ANO

Já o diretor-executivo da Organização Mundial de Saúde (OMS), Mike Ryan afirmou que seria "muito prematuro e não realista" acreditar que a Covid-19 pode ser encerrada até o fim deste ano. Segundo ele, a prioridade da entidade agora é reduzir as hospitalizações e ampliar o máximo possível a vacinação.

Durante entrevista coletiva da entidade, Ryan apontou que os dados disponíveis sobre as vacinas "são realmente encorajadores" Segundo ele, esses dados sugerem que os imunizantes funcionam para reduzir o risco de contaminação e de desfechos graves da doença. Mas advertiu: "No momento, o vírus está mandando, é dele o controle" da situação. "Há alta potencial de novos casos em vários países", complementou.

BUSCA NO REINO UNIDO

O Reino Unido está à procura de uma das seis pessoas que chegaram ao país e foram detectadas com a variante brasileira do coronavírus, cuja transmissão é considerada mais rápida. O viajante desconhecido não preencheu o cartão de identificação que acompanha o teste na chegada ao país. A pessoa, de nacionalidade desconhecida, teria feito o teste em 12 de fevereiro. No entanto, a obrigatoriedade de quarentena só entrou em vigor dia 15.

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