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Quadra esquecida no Pousada: nem entregadores de delivery entram lá!

Bruno Freitas
| Tempo de leitura: 2 min

Poça de água que passa meses sem secar, falta de asfalto, de sarjetas, de bocas de lobo e ausência de iluminação pública. Tudo isso, além de muita poeira na via de terra e o constrangimento de morar em um local onde motoristas de aplicativo e nem entregadores de comida querem entrar.

Esta é a rotina de um grupo de moradores que residem na quadra 5 da rua Joaquim Gonçalves Soriano, no Pousada da Esperança 1. Por motivos não explicados, os demais quarteirões possuem infraestrutura e os endereços, em volta, são todos pavimentados. 

Quem reside ali tem que andar mais de 20 metros, até a quadra da frente, para embarcar em veículo de transporte por aplicativo, que não entra nesta quadra porque é grande o risco de estourar pneu. Os entregadores que vão ao local de motocicleta também pedem para os munícipes buscarem o pedido na esquina.

Segundo Ivana Paula Domingues Vöros Mota, 22 anos, operadora de caixa, o "piscinão" de água parada está presente no local desde dezembro. E como não tem por onde escorrer, vira ponto de possível acúmulo de larvas da dengue e outros insetos. Isso obriga os pais a terem atenção redobrada com as crianças. Os cães, sejam os de rua ou os que têm tutores, acabam bebendo a água barrenta.

"Todas as ruas em volta estão asfaltadas. Esqueceram da gente. Já fizemos abaixo-assinado três vezes, mas não vieram nos ajudar. Já ouvi dizer que somos área rural. Mas é uma quadra sem asfalto no meio de outras mais estruturadas", comenta Ivana.

Enquanto Ivana falava com a reportagem, o JC presenciou três carros acessarem a quadra 5, mas acabaram dando marcha à ré, desistindo de enfrentar a rua. E uma motocicleta passou em alta velocidade e usou o barranco de terra para desviar da poça. Um risco para crianças que brincavam por perto.

14 ANOS

Para a vizinha Luciene Pinholato, faqueira, 38 anos, a dor de cabeça dura 14 anos para ela e o marido. "É desanimador porque precisamos nos deslocar até a esquina porque ninguém de fora quer entrar aqui. Quando a gente fala o endereço, recebemos a recusa dos motoristas. Além de a rua estar sem condições para trânsito, ainda não temos postes e iluminação aqui na frente", reclama. 

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