Tribuna do Leitor

Páscoa chegou, o preço subiu. E agora, Brasil?

Alexandre Gabriel - estudante de Jornalismo
| Tempo de leitura: 1 min

A mais de um mês do feriado de Páscoa, as redes de supermercado já começam a organizar os expositores de ovos de chocolate para comercialização. Os produtos coloridos e muito chamativos, além de visualmente atraentes, são também colocados estrategicamente nos corredores de maior fluxo de clientes. Neste fim de semana fui até um atacado com minha família, algo já rotineiro, para fazer a compra do mês. Os preços subiram significativamente, isso foi notório tanto nas gôndolas como na nota fiscal ao findar da compra.

Entretanto, o que de fato me assustou foi o aumento expressivo no preço dos ovos de Páscoa. Durante o trajeto me deparei com um expositor da marca Kinder Ovo, com um produto sendo vendido a R$ 61,00. Quando vi, me indignei. Quantos pais de família não ganham sequer cinquenta reais em um dia de serviço? Quantos brasileiros ficam entre comprar um pacote de arroz para alimentar seus filhos ou um ovo de chocolate de 300 gramas. A desigualdade que transborda em nosso país é motivo de indignação.

Essa situação já era de se esperar tendo em vista a crise econômica que se perpetua há anos, sendo agravada com a pandemia do coronavírus. Entretanto, ficam os questionamentos. Como uma criança pequena poderia frequentar lugares como esse, tendo em vista a forte campanha de consumo? É inevitável que os produtos estão encarecendo pela crise econômica, mas até quando a curva da pobreza continuará subindo? Uns com muito, outros com tão pouco. Esse é o retrato do Brasil. Foi enraizado pela nossa cultura consumista, na Páscoa do brasileiro não pode faltar o famoso ovo de chocolate, as crianças esperam pelo coelhinho. Mas sabe o que o povo realmente espera? Que o "coelhinho" traga um ovo recheado de emprego, educação, saúde, segurança. Será que esse ano ele vem?

Comentários

Comentários