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Estado de S. Paulo em fase vermelha

Estadão Conteúdo
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São Paulo - Com o agravamento da pandemia da Covid-19, todas as regiões do Estado entrarão na fase vermelha do Plano São Paulo neste sábado (6) à meia-noite. A medida deve vigorar até 19 de março. Além disso, o horário do "toque de restrição", onde uma força-tarefa fiscaliza aglomerações, teve o início adiantado das 23h para as 20 horas, estendendo-se até as 5 horas diariamente.

A classificação vermelha é a mais restritiva do plano de flexibilização da quarentena, pois veta a abertura de restaurantes, academias e outros estabelecimentos considerados não essenciais. As escolas e as igrejas continuarão abertas, mas com protocolos sanitários.

TRAGÉDIA

"Isso é uma tragédia, é uma tragédia que pode ser ainda pior se não tomarmos medidas", destacou o governador João Doria (PSDB) ontem, no anúncio das medidas. Segundo ele, o Estado recebe um pedido de internação a cada dois minutos em hospitais públicos ou privados por causa da doença. "Esse é o termômetro da linha de frente, dessa tragédia que estamos vivendo."

COLAPSO

A média diária de novas internações da atual semana epidemiológica (que segue até sábado) é de 1.906, a segunda mais alta de toda a pandemia (o pico foi de 1.962, na terceira semana de julho). Isso significa um aumento de 4,7% em menos de uma semana e de 26,6% na comparação com a penúltima semana. Ao todo, 7.415 pacientes estão hospitalizados com suspeita ou confirmação de Covid em UTI, o que é 18,6% maior do que o pico do ano passado, que era de 6.250 internados. Além disso, 8.968 estão em leitos de enfermaria. Há uma semana, a Saúde avaliou que a rede pode entrar em colapso em três semanas sem medidas de restrição.

A ocupação média de UTI é de 75,3% no Estado e de 76,7% na Grande São Paulo - mas em alguns locais do interior essa lotação chega a 100% . "Com essa velocidade, não existe outra alternativa que não seja o isolamento, a restrição do contato", destacou o coordenador executivo do Centro de Contingência, João Gabbardo.

Segundo ele, um dos possíveis motivos para o maior número de internados é que a média de idade caiu, com pacientes mais jovens permanecendo por mais tempo nos hospitais. Outro fator que preocupa é a disseminação da variante da covid-19 identificada pela primeira vez no Amazonas.

 

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