Tribuna do Leitor

Um minuto de reflexão...

Benedito José Almeida Falcão
| Tempo de leitura: 2 min

Em 26 de fevereiro de 2020, foi identificado o primeiro caso de Covid-19 no Brasil. Desde então, vimos nossos governantes (Estadual e Federal) adotarem abordagens e atitudes totalmente opostas. Naquela mesma data, o governador João Doria criou o Centro de Contingenciamento do Covid, com pessoas escolhidas pelo vasto conhecimento em áreas estratégicas, formado por médicos, infectologistas, cientistas e gestores.

Enquanto isso, Bolsonaro ria e discursava: "é só uma gripezinha" e brincava de trocar Ministros da Saúde, até encontrar um general subserviente que se enquadrasse a sua inércia e loucura. Em 11 de junho de 2020, o Governo Paulista, fechava o primeiro acordo para produção da vacina, através de uma parceria entre o Instituto Butantan (mantido pelo Estado de São Paulo) e o laboratório chinês Sinovac-Biotech. Bolsonaro continuava a rir (coisa própria dos parvos) e a brincar sobre o assunto, falando que era "vachina" de comunista, gastando dinheiro do povo para aquisição de Cloroquina - comprovadamente ineficaz... e promovendo aglomerações e desrespeito às regras sanitárias.

Em 19 de novembro de 2020, chegam ao Estado de São Paulo os insumos para a produção das primeiras 120 mil doses da vacina pelo Butantan. Começa, então a batalha pessoal de Bolsonaro para impedir a aprovação da vacina, pregando a não-vacinação e dizendo que quem tomasse ia ficar "com a fala fina" ou "virar jacaré"... Depois, derrotado pela própria estultícia, se apropriou da vacina produzida em São Paulo (da qual tanto desfez), impedindo que fizéssemos uma vacinação em massa em nosso Estado. Atualmente, João Dória está construindo velozmente uma nova fábrica para a produção de mais vacinas contra a Covid-19 e outros imunizantes, para salvar vidas em todo Brasil... Enquanto isso o Governo Federal produz covas... mais de 250 mil covas...

E o que falar dos leitos de UTI? Enquanto se cobra com todo o alarde o governo Estadual, nossas autoridades e povo parecem fazer vistas grossas ao fato que nosso "mito" cortou mais de 80% do custeio desses leitos em pleno auge da pandemia, reduzindo o socorro aos mais necessitados que dependem da rede pública.

Fica aqui a reflexão: pensando bem, quem é afinal o "lixo" que vemos nas faixas e na boca de manifestantes, em linchamentos ideologicamente orquestrados, por todo o interior paulista? Quem é que está fazendo politicagem com a vidado povo? Eu, já tirei minhas conclusões...

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