Brasília - O presidente Jair Bolsonaro disse acreditar que o povo brasileiro não quer o petista como vencedor ou candidato nas eleições de 2022.
"Eu acredito que o povo brasileiro não quer sequer ter um candidato como ele em 2022, muito menos pensar numa possível eleição dele", disse o presidente, ao chegar no Palácio da Alvorada.
A fala do mandatário foi transmitida pela CNN Brasil.
"As bandalheiras que esse governo [do PT] fez estão claras perante toda a sociedade. Você pode até supor a questão do sítio em Atibaia, do apartamento, mas tem coisa dentro do CNDES que o desvio chegou na casa de meio trilhão de reais, com obras fora do brasil", afirmou.
"Os desvios na Petrobras foram enormes, na ordem de R$ 2 bilhões que o pessoal na delação devolveu. Então foi uma administração realmente catastrófica do PT no governo".
LIRA
O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), reagiu à decisão do ministro Edson Fachin que anulou condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou que o petista pode até merecer a absolvição, mas o ex-ministro Sergio Moro (Justiça), jamais.
Em uma rede social, Lira escreveu: "Minha maior dúvida é se a decisão monocrática foi para absolver Lula ou Moro. Lula pode até merecer. Moro, jamais!". O líder do centrão, no entanto, não explicou o que quis dizer.
Em videoconferência em fevereiro, Lira atacou a Lava Jato e Moro, ex-titular da 13ª vara e responsável pelos julgamentos da operação.
"Os vazamentos do hacker mostraram o que todo mundo já sabia", disse, na ocasião. "A Lava-Jato durou seis anos, o dobro do período do terror na França. Todos fomos vítimas da Lava-Jato. Eu fui acusado sem ter relação com o delator, meu inimigo político pessoal. Quem faz delação nos moldes da Lava-Jato em Curitiba acusa quem quiser."
MARCO AURÉLIO
O ministro Marco Aurélio, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou que há uma "orquestração para desqualificar ex- juiz Sergio Moro, que tem uma folha de bons serviços" prestados.
O decano do STF (Supremo Tribunal Federal) disse que faz essa análise no geral devido ao atual contexto, e não "da parte do ministro Edson Fachin".
Marco Aurélio elogiou Moro e disse que ele errou quando deixou a magistratura para se tornar ministro do governo.
O ministro também disse que as pessoas estão vendo "chifre em cabeça de cavalo" em relação à Vaza Jato, que revelou mensagens trocadas entre integrantes da operação.
"O diálogo do sistema acusador com o juiz, do advogado com o juiz, da defensoria com o juiz é comum", afirmou.