Minha querida Dona Vera Marcondes, minha maestrina, mestre, orientadora, madrinha que viu em mim um potencial musical e com todo amor me adotou, me incentivou e orientou neste meu desenvolvimento. Aprendi a ser pianista de coral por sua paciência com meus erros, pois ela havia sido pianista de grandes maestros e sabia que nem sempre esta era uma tarefa fácil. Ela me regeu, me conduziu me ensinou, me desafiou. Como fui feliz sendo sua pianista!
Aprendi o amor pelo canto coral e seu poder evangelístico, porque ela o fazia de forma tão natural que até parecia fácil, mas nunca deixou de ser perfeccionista com o trabalho e também nunca deixou que o perfeccionismo atrapalhasse seu maior objetivo que era levar Jesus às pessoas através do canto coral. Como foi bom e como aprendi durante os ensaios, cantatas, cultos, encontros de corais, idas ao presídio feminino de Cabrália Paulista, cantar nas ruas, em teatro, para pobres, ricos e ao consul português, com piano, teclado, órgão, sem instrumentos, não havia impedimentos, barreiras, discriminação....
Aprendi a entender a regência, pois ela era incansável na arte de ensinar. Mesmo quando não precisava mais dar aulas, ela reuniu 3 jovens, eu, Heber Nascimento e Ricardinho e nos ensinou a regência. Seu coração e sua intuição eram tão fortes que meus amigos fizeram faculdade de música e hoje são regentes formados como ela foi. Aprendi a reger, mas ela me quis pianista e hoje sou pianista da Orquestra Filarmônica Cristã de São José dos Campos.
Minha querida madrinha de casamento, não poderia ser diferente. Hoje sou apenas gratidão. Querido padrinho Sylvio Marcondes e queridos Silvinho, Cláudio e Sheila Martins e famílias, meus sinceros sentimentos. Que Deus os confortem e que vocês sintam a paz que excede todo entendimento. Como não sentir a dor da despedida...