La Paz - A Justiça boliviana fixou em quatro meses a pena de prisão preventiva para a ex-presidente Jeanine Áñez, detida no sábado (13) sob acusações de conspiração, sedição e terrorismo durante os dias que se seguiram à renúncia de Evo Morales, em novembro de 2019.
A juíza Regina Santa Cruz conduziu uma audiência que durou várias horas neste domingo (14) e ouviu o Ministério Público da Bolívia, e os advogados de Áñez e de dois de seus ex-ministros - Álvaro Coimbra (Justiça) e Rodrígo Guzmán (Energia).
"Me enviam para quatro meses de detenção para esperar o julgamento por um 'golpe' que nunca aconteceu", disse a ex-presidente, em uma publicação no Twitter.
Segundo ela, a decisão deste domingo corrobora a denúncia que ela e seus aliados têm feito contra Movimento ao Socialismo (MAS), partido de Evo e do atual presidente do país, Luis Arce. "O MAS decide e o sistema judicial obedece", escreveu.
Áñez, 53, foi detida na madrugada de sábado em sua casa, na cidade de Trinidad. Ela foi encontrada pelos policiais escondida dentro de uma cama box e conduzida a La Paz.
A denúncia contra a ex-presidente foi apresentada por um bloco de deputados e ex-deputados do MAS. O processo vai prosseguir.