Washington - Moscou convocou seu embaixador em Washington, na quarta-feira, 17, depois que o presidente Joe Biden chamou o líder russo, Vladimir Putin, de "assassino", desencadeando a primeira grande crise diplomática para o novo inquilino da Casa Branca. Em entrevista à rede americana ABC News, Biden foi questionado sobre um relatório da inteligência dos Estados Unidos segundo o qual o presidente russo tentou minar sua candidatura nas eleições de novembro de 2020 e promover a de Donald Trump. "Logo verão o preço que ele vai pagar", disse Biden.
Questionado se acreditava que Putin, acusado de ordenar o envenenamento do líder da oposição Alexei Navalni e de outros oponentes políticos, é um "assassino", Biden respondeu: "Acho que sim".
RESTRIÇÕES
A entrevista foi ao ar enquanto o Departamento de Comércio dos Estados Unidos anunciava o aumento das restrições às exportações impostas à Rússia no início deste mês como punição pelo envenenamento de Navalni.
A Rússia respondeu convocando seu enviado a Washington para consultas sobre seus laços com os Estados Unidos, mas ressaltou que deseja evitar uma "deterioração irreversível" das relações.
"O embaixador russo em Washington, Anatoly Antonov, foi convidado a vir a Moscou para consultas com o objetivo de analisar o que deve ser feito e aonde ir no contexto das relações com os Estados Unidos", explicou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia em um comunicado.
A porta-voz da chancelaria russa, Maria Zakharova, afirmou que as relações entre os dois países "estão em um estado difícil, que Washington levou a um beco sem saída nos últimos anos". "Estamos interessados em prevenir sua degradação irreversível, se os americanos estiverem cientes dos riscos associados", reiterou.