A uma semana da realização do GP do Bahrein, no próximo dia 28, que marca a abertura da temporada 2021 da F1, os 22 países que sediarão as corridas apresentam diferentes cenários no enfrentamento da pandemia do novo coronavírus. O mais grave é o do Brasil. De cada quatro pessoas que morreram em decorrência da doença no mundo, nos últimos sete dias, uma estava no Brasil.
Entre os países-sede da categoria, a Austrália apresentou no mesmo período a melhor média móvel dos últimos sete dias, sem mortes. Os dados do mundo são contabilizados pela Universidade Johns Hopkins (EUA).
De acordo com o calendário da F1, as corridas no Brasil e nos EUA estão previstas para a parte final desta temporada, com a prova no circuito de Austin marcada para 24 de outubro e a etapa em São Paulo para o dia 7 de novembro. A Liberty Media, grupo americano que controla a F1, não descarta mudanças na programação. Isso já ocorreu na pré-temporada, transferida da Austrália para o Bahrein em razão das restrições do governo australiano para conter a disseminação da Covid-19.
No Brasil, os promotores do GP São Paulo trabalham com a possibilidade de não poder ter público na etapa. Atualmente, a cidade está na fase emergencial do plano para conter o avanço da Covid. O conjunto de medidas, adotado na última segunda (15) é o mais restritivo desde o início da crise.
A F1 tem adotado medidas rígidas, com redução no número de trabalhadores das equipes e imprensa. A intenção é evitar o que ocorreu no GP de Sakhir, o penúltimo da temporada passada, quando o inglês Lewis Hamilton acabou vetado da corrida depois de contrair o vírus.