Garça - Se de um lado o Serviço Autônomo de Águas e Esgotos (Saae) de Garça (70 quilômetros de Bauru) tem como finalidade captar, abastecer e oferecer uma água de qualidade, de outro trabalha com importante sistema preventivo no combate ao desperdício gerado pelos chamados "vazamentos invisíveis" na rede de distribuição de água potável. Por meio da Geofonia, serviço feito com auxílio de amplificador eletrônico, fone de ouvido, sensor de solo e haste de escuta, a autarquia detecta vazamentos em dutos subterrâneos.
O Saae de Garça é uma das poucas companhias de abastecimento da região a adotar o Geofone. De acordo com o encarregado do setor de controle de perdas, Silvio Cezar Marques, o serviço realizado todos os dias reduziu em pelo menos 50% ocorrências de vazamento, hidrômetro parado e até os chamados "gatos".
No Brasil, segundo estatísticas do Ministério do Desenvolvimento Regional, a perda física da água potável corresponde, em média, a 39% da produção. Ou seja, do total da água tratada, 39% nem chega na casa dos consumidores. Em Garça, segundo o Saae, graças à geofonia, a perda é bem menor, próxima de 20%.
"Com este monitoramento de escuta, é possível evitar danos maiores e emergenciais na rede de abastecimento, como um conserto de ramal ou troca de cavaletes", explica Marques. A partir da identificação do vazamento, marca-se a área e é aberta uma ordem de serviço para o reparo na rede.
A geofonia é feita diariamente nos bairros e, em média, são detectados de dois a três vazamentos invisíveis, alguns capazes de gerar perda de 500 mil litros/dia. "É um trabalho importante que ajuda a identificar os vazamentos no subsolo e combater possíveis vazamentos ainda maiores no futuro", diz o encarregado.
De acordo com o diretor executivo do Saae, engenheiro André Pazzini Bomfim, esse é um serviço essencial e eficaz no combate ao desperdício. "Todo nosso trabalho é para gerenciar com maior eficiência as perdas. Quando um vazamento deste tipo é identificado, as equipes de manutenção são acionadas para executar o reparo em curto prazo. É um trabalho contínuo e preventivo, e que poucas cidades do interior utilizam", avalia.