Um técnico de enfermagem (o nome não foi divulgado pela polícia) de 30 anos foi preso nesta terça-feira (30), em Bauru, após importunar sexualmente uma mulher de 26 anos, que estava no Hospital Estadual (HE) para fazer uma visita a uma familiar internada. De acordo com a Polícia Civil, o profissional, que é contratado de uma empresa terceirizada, teria feito outras quatro vítimas nos últimos 30 dias.
Preso em flagrante, ele não teve direito à fiança e foi encaminhado à Cadeia Pública de São Pedro do Turvo. O caso foi registrado por volta das 11h, quando a Polícia Militar foi acionada até o hospital a pedido da vítima.
Ela relatou que estava sentada no saguão do HE, no piso térreo, aguardando outros familiares que visitavam a parente doente, quando o técnico de enfermagem foi até o guarda-corpo do segundo andar, que é transparente, tirou o órgão sexual da calça e começou a se masturbar.
Imagens de uma câmera de segurança da unidade, já entregues à Polícia Civil, revelaram que, no horário descrito pela vítima, o homem, de fato, estava naquele local. Na filmagem, ele aparece de costas, fazendo movimentos característicos com um dos braços.
"A mulher descreve que ele posicionou de frente para ela e ficou olhando fixamente enquanto se masturbava. Então, ela correu e chamou um tio, que estava do lado de fora, e ele chegou a ver o técnico de enfermagem saindo do local, tentando disfarçar, até se esconder em uma sala", relata o delegado Luiz Cláudio Massa, que registrou a ocorrência.
A visitante acionou a diretoria do hospital e a Polícia Militar. Enquanto aguardava, relatou o ocorrido em um grupo de WhatsApp da família voltado à troca de informações sobre a parente internada, quando uma prima revelou que o mesmo havia ocorrido com ela no dia anterior.
MAIS DENÚNCIAS
"Esta jovem, de 17 anos, acabou se sentindo encorajada a falar", observa Massa. Em seguida, quando o caso já havia sido informado à diretoria, três funcionárias - duas enfermeiras e uma auxiliar de limpeza - também revelaram que foram vítimas dele.
"Uma disse que o viu se masturbando no mesmo lugar, perto do guarda-corpo do piso superior; outra disse que, ao sair da UTI, se deparou com o homem com o membro ereto fora da calça; e a terceira funcionária, que o viu se masturbando na porta do banheiro masculino", descreve o delegado.
Ainda de acordo com ele, quando foi interpelado pela Polícia Militar e pela diretoria do HE, o técnico de enfermagem teria dito: "está feito, acabei com a minha vida". Porém, em depoimento na delegacia, argumentou que tudo não passou de um mal-entendido.
"Neste caso mais recente, ele disse que estava coçando o órgão genital por dentro da calça e que se escondeu na sala porque ficou nervoso quando a mulher gritou. Já em relação aos fatos anteriores, diz que não ocorreram", conta Massa.
O delegado pediu a conversão da prisão em flagrante em preventiva e acredita que o técnico de enfermagem possa ter feito outras vítimas, que devem procurar a Polícia Civil. Se condenado, o homem, que não tinha antecedentes criminais, poderá cumprir pena de um a cinco anos de reclusão por cada um dos crimes.