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OMS: 'nacionalismo de vacinas' é um mal

Estadão Conteúdo
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Bruxelas - O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, instou países com doses excedentes de vacinas contra a Covid a compartilharem os imunizantes com nações emergentes ou de baixa renda, que em parte ainda não tiveram qualquer acesso aos produtos. "Ainda há sérios desafios à distribuição equitativa de vacinas", disse.

Para que todas as pessoas que fazem parte dos grupos de maior risco da doença sejam vacinadas e a pandemia seja superada em nível global, é necessário "derrotar o nacionalismo de vacinas", segundo classificou Tedros.

A líder técnica de resposta à Covid na Organização Mundial da Saúde (OMS), Maria Van Kerkhove, disse, em entrevista coletiva nesta quinta-feira (1/4), que a situação no Brasil no âmbito da pandemia do novo coronavírus é crítica. De acordo com ela, com a variante brasileira P.1, que é mais transmissível, o sistema de saúde sofre.

"Há uma situação muito séria no Brasil no momento, temos um número de Estados que estão em situação crítica. Os desafios são diversos. Como a variante P.1 que foi detectada e está circulando no país, se você tem um vírus mais transmissível, você tem mais casos, e isso pode sobrecarregar o sistema de saúde que já está sobrecarregado", afirmou, em resposta ao jornal brasileiro Correio Braziliense.

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