Uma competição de rúgbi em cadeira de rodas, neste final de semana, no Ginásio Nacional Yoyogi, em Tóquio, deverá marcar o recomeço da sequência de eventos-teste para as Olimpíadas deste ano. Estão previstos 18 deles antes do início do megaevento, que tem cerimônia de abertura agendada para o dia 23 de julho.
Segundo o site especializado na cobertura olímpica Inside the Games, ainda em abril devem ocorrer torneios de polo aquático, saltos ornamentais, rúgbi, natação e ciclismo; em maio, vôlei, nado artístico, atletismo, skate, basquete 3x3 e tiro esportivo.
A maioria dos eventos será realizada pelo Comitê Organizador dos Jogos, com exceção dos de nado artístico, polo aquático, saltos ornamentais e a maratona, conduzidos pelas respectivas federações internacionais.
Segundo um dos diretores dos Jogos, Hidemasa Nakamura, é possível que esses quatro eventos tenham atletas de outros lugares do mundo e a presença (ainda que limitada) de público local.
A competição preparatória da maratona está marcada para o dia 5 de maio, em Sapporo (mesmo local que a receberá nos Jogos). Será a única das 18 realizada fora de Tóquio.
No dia 9 de maio será realizado o evento-teste do atletismo, único sob responsabilidade do comitê organizador que poderá ter público, segundo Nakamura. "Durante os eventos de atletismo vamos colher informações para tomar (futuras) decisões", disse.
Todos esses eventos serão fundamentais para colocar à prova não só as instalações esportivas, mas principalmente os protocolos sanitários que a serem adotados nas Olimpíadas. As primeiras versões dos guias de regras e orientações para delegações e imprensa foram divulgadas em fevereiro, mas devem ter atualizações.
Os organizadores tentarão minimizar contato físico, criar espaços de distanciamento social, recomendar que se evite aglomerações, instruir os envolvidos a torcer batendo palmas (e não gritos), usar máscara nos locais fechados e lavar as mãos.
No último dia 20, foi feito o primeiro grande anúncio concreto sobre proibições, no caso da presença de torcedores de fora do Japão. A venda de ingressos é a terceira maior receita das Olimpíadas, atrás dos direitos de televisão e patrocinadores. O veto foi estendido a voluntários estrangeiros, mas cerca de 500 ainda poderão ser liberados.