São Paulo - O Instituto Butantan anunciou na noite desta quarta-feira (7) que vai suspender temporariamente a produção da vacina CoronaVac — produzida em parceria com o instituto Sinovac Biotech, da China — por falta de insumos.
O Butantan aguardava a chegada de um novo lote do IFA (ingrediente farmacêutico ativo) que vem da China para este dia 9, mas o país decidiu incrementar a vacinação local, já que há fila para vacinação em Pequim, e enviará os insumos apenas no dia 15.
O Butantan, no entanto, não confirma essa versão e fala em problema de embarque. Mas o atraso na entrega já foi oficializado por Pequim.
ACORDOS
O Butantan ainda vai seguir com a entrega de vacinas na próxima semana, já que possui 2,5 milhões de doses já prontas para envio aos Estados e Municípios. O instituto disse em nota que, apesar do atraso no envio dos insumos, vai cumprir seus compromissos estabelecidos em contrato com o Ministério da Saúde.
ENVASE CONCLUÍDO
Toda a matéria-prima da vacina recebida da China já foi envasada. Agora, aguardam mais matéria-prima. De acordo com Dimas Covas, diretor do Butantan, a suspensão não vai afetar o cronograma das entregas prometidas ao Ministério da Saúde.
"Todas as doses provenientes do IFA (Insumo Farmacêutico Ativo) recebido da China já foram envasadas. Neste momento, cerca de 2,5 milhões de vacinas encontram-se em processo de inspeção de controle de qualidade - parte integrante do processo produtivo - para serem entregues na semana que vem ao Programa Nacional de Imunizações. Desde janeiro o Butantan já entregou 38,2 milhões de doses da vacina ao país.
SEM PREJUÍZO
Com uma nova remessa de IFA, prevista para a próxima semana, será possível integralizar todas as 46 milhões de doses referentes ao primeiro contrato com o Ministério da Saúde até o dia 30 de abril", diz nota do instituto.
"A matéria prima está pronta para o embarque na China, houve um problema no embarque. Não há anormalidade. Não há retenção de vacina da China. Não há nenhum ruído de comunicação entre o Brasil e a China nem entre o Butantan e a Sinovac", afirmou Dimas Covas.
Segundo o diretor do instituto, houve um adiantamento da entrega de março e, neste momento, não vai ser possível fazer o mesmo para a entrega de abril: "Não vamos conseguir neste momento fazer o adiantamento, porque precisaria de mais IFA. Só vamos conseguir a partir de maio".