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Morte não tirou mãe da 'vida normal'

Estadão Conteúdo
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Rio de Janeiro - Preso no Complexo de Gericinó, em Bangu, zona oeste do Rio de Janeiro, o vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho (Solidariedade), 43, já recebeu atendimento médico pelo menos duas vezes após sentir-se mal.

Por protocolo de segurança, Jairinho teve que ser atendido no ambulatório médico da unidade em que está preso. Isolado em uma cela, Jairinho tem repetido que é inocente e que o menino foi vítima de uma queda. 

A MÃE

A mãe de Henry, Monique Medeiros, 32, encaminhada ao Instituto Penal Ismael Sirieiro, presídio feminino em Niterói (RJ), tem chorado copiosamente, segundo fonte ouvida pela reportagem. Também sozinha na cela, ela pede atenção e grita dizendo que quer falar com as pessoas.

Ambos estão isolados por questão de segurança, diante do risco de serem agredidos por outros detentos, e em função da quarentena de 14 dias, devido à pandemia da Covid-19.

FRIEZA

Conversas por aplicativo de mensagem entre Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, e a babá dele, Thayná Ferreira, obtidas pela Polícia Civil, indicavam que ela tinha alguma preocupação com agressões sofridas pelo filho de 4 anos. Mas qualquer indício disso ficou obscurecido pelo comportamento da mãe após a morte do menino - ela deu impressionantes sinais de frieza e de uma "vida normal" incompatível com o trauma da perda violenta que sofreu.

Detalhes que vieram à tona na investigação ajudam a conhecer um pouco a professora que trocou o emprego de R$ 4 mil em uma escola na zona oeste do Rio por um cargo de R$ 12 mil no Tribunal de Contas do Município. Também passou a morar com o namorado, Dr. Jairinho, em um condomínio na Barra da Tijuca.

Foi uma mudança e tanto para Monique, que se separou do pai de Henry no ano passado, e foi morar com Dr. Jairinho. Nas conversas com a babá Thayná, a professora parecia dividida. Demonstrava preocupar-se com o que acontecia com o garoto. Mas não deu sinais de ter tomado alguma providência. Na prática, segundo a polícia, permitiu as agressões e se tornou cúmplice dos crimes.

Suas preocupações, aparentemente, eram outras.

POSES

Os relatos apontam, porém, para uma mulher que parece não ter demonstrado sentimentos pela morte do próprio filho de 4 anos. Quando voltou às redes sociais, por exemplo, postou a foto de uma bolsa Louis Vuitton ao lado de copos de café da marca California Coffee. Um dia após o enterro, gastou R$ 240 num salão de beleza. E, antes de prestar depoimento à Polícia, testou mais de um look e consultou o advogado: queria escolher a vestimenta ideal.

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