Ser

Música:


| Tempo de leitura: 1 min

Ouvir música, além de ser uma experiência prazerosa, pode ser uma atividade complementar no tratamento de doenças ou deficiências. Nas instituições de longa permanência de idosos ou hospitais, a prática é difundida com objetivos terapêuticos e traz maior qualidade de vida aos pacientes.

A musicoterapia consiste no uso da música e seus elementos (som, ritmo, melodia e harmonia) para gerar estímulos cerebrais. A técnica pode ser realizada individualmente ou em grupo e é complementar ao tratamento de doenças como Parkinson, Alzheimer e de outras situações que envolvem degeneração, como um acidente vascular cerebral (AVC).

Há sempre uma finalidade terapêutica. "No caso de idosos, esse objetivo pode ser recuperar ou retardar a perda de memória", explica a musicoterapeuta e professora da UFG, Tereza de Melo Alcântara Silva. O contato com estímulos musicais, principalmente se forem conhecidos, faz com que o cérebro se conecte a experiências carregadas de emoção e afeto. Não é apenas uma recreação musical", conta Juliana Carvalho, musicoterapeuta do Hospital Sírio-Libanês. Segundo ela, há um trabalho prévio do profissional de entender qual o histórico sonoro-musical que irá gerar estímulos naquele paciente, por exemplo, quais músicas ou sons remetem a algum período específico da vida daquela pessoa.

Carvalho também explica que a musicoterapia pode ser interativa ou receptiva. Na primeira, tanto o paciente quanto o profissional podem tocar instrumentos, produzir sons ou cantar. Já a musicoterapia receptiva se apresenta como possibilidade para pacientes acamados, como idosos que possuem restrições de movimentos. Nela, eles se beneficiam recebendo estímulos sonoros que são produzidos apenas pelo musicoterapeuta.

"A música é um poderoso agente de estimulação e também de tratamento", reforça a profissional do Hospital Sírio-Libanês. "Os neurologistas estão cada vez mais dispostos a estudar os efeitos musicais no cérebro, como uma forma interessante de complementar o tratamento médico."

Comentários

Comentários