Tribuna do Leitor

Nossa fragilidade

Demerval Assis da Silva
| Tempo de leitura: 1 min

E chegamos mesmo em um trevo, de muitas possibilidades e, ao mesmo tempo, sem ter nenhuma escolha.

Pensei em começar fazendo um paradoxo da vida humana, com as asas de uma libélula. Isso até descobrir os mecanismos que as libélulas escondem justamente em suas asas, mecanismo este chamado pelos cientistas de "nano pregos", que furam as bactérias que morrem ali espetadas, com um certo grau de crueldade, ao tentar atacar esses insetos.

Então caiu por terra o paralelo que usaria, ficando nós, seres humanos, principalmente agora, nesse momento nunca dantes vivido por nós, além dos filmes de ficção científica futuristas.

E aqui estamos nós "presenciando" cada vez mais a atuação de um inimigo invisível que, como os "nano pregos" instalados nas asas das não tão frágeis libélulas, tem atacado a todos sem distinção alguma, matando ricos, pobres, negros, amarelos deixando todos em pé de igualdade prontos ou não para muitas vezes uns simples buracos cavados a retroescavadeiras na terra nua e crua.

E, sem saber o que pensar, quem sabe o Pensador tenha um plano perfeito. Quem sabe nossos corpos sejam sementes que regadas por Ele e possa daí brotar uma raça bem diferente, uma raça tão frágil e tão forte, como uma simples libélula com a escolha de cada um terá, de ter pregos instalados nas asas... ou não!

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