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Campeã mundial com Brasil, Ruth morre aos 52 de Covid-19


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Após mais de duas semanas internada com Covid-19, a ex-pivô da Seleção Brasileira de basquete Ruth Roberta de Souza morreu nesta terça-feira (13), aos 52 anos. Conhecida como Rutão, ela foi campeã mundial com o Brasil em 1994, integrando uma das mais importantes equipes da história do basquete brasileiro. Também participou da conquista do ouro no Pan-Americano de Havana (Cuba), em 1991, e dos Jogos Olímpicos de Barcelona, no ano seguinte. Após se aposentar da carreira de atleta, trabalhou como técnica.

Segundo familiares, Ruth, que tinha diabetes e problemas nos rins, ficou com o pulmão bastante comprometido. Foi intubada no dia 2 de abril, chegou a apresentar melhoras no quadro, mas, às 6h30 da manhã desta terça, teve a morte confirmada. Ruth estava internada em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, sua cidade natal.

A Confederação Brasileira de Basquete publicou uma nota de pesar. "Guerreira, Ruth Roberta de Souza buscava os mais difíceis rebotes para o Brasil", começa o texto. "Ruth deixa um exemplo de como é possível combater o bom combate, ser firme, raçuda em quadra, defender as cores do Brasil, sem nunca perder o fair play. Ruth, nós nunca esqueceremos o seu sorriso".

Magic Paula, sua companheira na seleção e hoje vice-presidente da confederação, também se manifestou: "Perdi uma amiga, com uma história de vida de muitos desafios, mas (que) jamais perdeu sua doçura e sempre com seu jeito humilde e eficiente na convivência em grupo. Dia muito difícil para mim. Ruth fazia parte da minha família e sempre (era) recebida com carinho, como merecia".

Técnico da conquista mundial em 1994, Miguel Ângelo da Luz disse que Ruth foi importante no aspecto técnico e tático do time, com seus bloqueios e rebotes, e também no pessoal. "Estava sempre com sorriso no rosto. Pronta para colaborar, apaziguar tudo. Incentivando as mais novas, como Alessandra, Cíntia, Leila. Ela era uma alegria para a gente", declarou.

O bauruense Antônio Carlos Barbosa, ex-técnico do Brasil, também se manifestou sobre a morte de Ruth. "Fomos sempre adversários, ela jogando na Ponte Preta e eu dirigindo Unimep Piracicaba. Quando assumi a seleção, em 1997, ela já esta fora da seleção. Era uma pivô vigorosa com muito boa finalização, sempre foi muito querida pelas suas companheiras de time e tive boas relações com ela", lembrou.

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