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Organização volta a confirmar Jogos apesar de surto


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Um dia depois que o número 2 do principal partido que governa o Japão afirmou que os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, adiados no ano passado por causa da pandemia do novo coronavírus, podem ser cancelados como último recurso, no momento em que o país enfrenta um novo surto de casos da Covid-19, a presidente do Comitê Organizador, Seiko Hashimoto, disse, nesta sexta-feira (16), que o país está comprometido a realizar um evento seguro em julho e agosto, ao mesmo tempo em que uma disparada de casos levou a uma ampliação dos controles de contágio e apesar dos novos pedidos para que haja um novo adiamento ou o cancelamento.

O governo japonês expandiu medidas quase emergenciais a 10 regiões agora que uma quarta onda de infecções se dissemina, criando mais dúvidas sobre a possibilidade de sediar as Olimpíadas na capital Tóquio daqui a menos de 100 dias. "Não estamos pensando em cancelar as Olimpíadas", disse Seiko Hashimoto, falando em nome do comitê organizador. "Continuaremos a fazer o que pudermos para implantar um regime de segurança minucioso que fará as pessoas se sentirem completamente seguras".

As cidades de Aichi, Kanagawa, Saitama e Chiba foram acrescentadas às seis outras regiões já sujeitas a controles de contágio, entre elas Tóquio e Osaka. Os principais especialistas de saúde japoneses reconheceram que a pandemia de Covid-19 entrou em uma quarta onda no país.

Os casos diários atingiram um recorde de 1.209 em Osaka nesta sexta-feira, impulsionados por uma linhagem virulenta do vírus identificada pela primeira vez no Reino Unido. Tóquio teve 729 infecções novas na quinta (15), o maior número desde o começo de fevereiro, quando a maior parte do país estava em estado de emergência.

Quase dois terços dos japoneses disseram que as Olimpíadas deveriam ser adiadas ou canceladas, de acordo com uma pesquisa da TV local Jiji News nesta sexta-feira.

Apesar dos obstáculos, o vice-presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), o australiano John Coates, declarou, na quarta-feira (14), que a organização não contempla de nenhuma maneira um cancelamento. "Claro que estamos preocupados, claro que a segurança continua sendo nossa prioridade, mas pensamos que estamos preparados para as piores situações", afirmou.

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