Washington - Os Estados Unidos decidiram fazer do debate das mudanças climáticas a oportunidade de reorientar a geopolítica mundial, ultrapassando de vez a China e consolidando seu lugar de maior potência do globo. O secretário de Estado Antony Blinken admitiu nesta segunda-feira (19) que os EUA estão atrás na chama Agenda Verde.
"Neste momento, estamos ficando para trás. A China é o maior produtor e exportador de painéis solares, turbinas eólicas, baterias e veículos elétricos. Detém quase um terço das patentes mundiais de energia renovável", às vésperas da Cúpula de Líderes sobre o Clima, organizada por Joe Biden nos dias 22 e 23 de abril. "Se não a alcançarmos, os Estados Unidos perderão a chance de moldar o futuro climático do mundo de uma forma que reflita nossos interesses e valores, e perderemos incontáveis empregos para o povo americano."
RUMOS DO PLANETA
Blinken disse que deixaria claro que o "objetivo número um da nossa política climática é prevenir catástrofes", mas isso não significa que os EUA deixarão de lado a competitividade e a ânsia de voltar a ditar os rumos do planeta.
Para o diplomata, as mudanças climáticas não devem ser vistas apenas como "uma ameaça", mas também como "uma oportunidade" .
Biden convidou 40 líderes mundiais -Jair Bolsonaro entre eles- para o encontro.