Política

Criada Frente Parlamentar contra terceirização dos serviços públicos

Tânia Morbi
| Tempo de leitura: 2 min

Foi lançada nesta terça-feira (20) a primeira Frente Parlamentar da história do Legislativo bauruense. O objetivo é impedir a terceirização ou concessão à iniciativa privada de serviços municipais, como DAE e Emdurb. Fazem parte da frente 11 vereadores de 10 partidos diferentes. Em um ato simbólico, no pátio do DAE, 10 deles se posicionaram para reafirmar que são contra virtuais pretensões divulgadas pela prefeita Suéllen Rosim (Patriota), que determinou estudo sobre o tema. O presidente do DAE, Marcos Saraiva, acompanhou a manifestação e também se declarou contrário às concessões.

A chamada Frente Parlamentar em Defesa do Serviço Público conta com os vereadores Estela Almagro (PT), Markinho Souza (PSDB), Julio Cesar de Sousa (PP), Luiz Eduardo Borgo (PSL), Ubiratan Sanches (Podemos), Pastor Edson Miguel (Republicanos), Júnior Rodrigues (PSD), Beto Móveis (Cidadania), Edmilson Lokadora (PP) e Carlinhos do PS (PTB). Apenas Guilherme Berriel (MDB), que também integra a frente, não participou, por motivo de luto.

A frente foi criada para defender que serviços considerados essenciais, como água e esgoto, permaneçam com a gestão pública. No dia 12, a prefeita Suéllen Rosim anunciou a formação de um Núcleo de Estudos de Concessões que avaliará a possibilidade de terceirização ou concessão de setores da administração pública. Para isso, segundo os parlamentares, diferenças partidárias e ideológicas foram deixadas de lado. O grupo adiantou que vai acompanhar o andamento dos estudos em relação a esta e outras propostas, como a Parceria Público Privada (PPP) da iluminação e a destinação do lixo.

A expectativa negativa, segundo o grupo, criada entre os servidores dos setores da administração que podem ser terceirizados também contou na formação.

Caso o Núcleo de Estudos criado pelo Executivo avalie que as concessões são viáveis, para que sejam promovidas é preciso aprovação de 2/3 dos vereadores, ou seja, ao menos 12 parlamentares devem aprovar projetos com essas propostas. A manifestação de ontem, segundo os próprios integrantes da Frente, mostra que as propostas não têm chance de serem aprovadas no Plenário da Câmara.

Após a manifestação, os vereadores se reuniram com o presidente do DAE.

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