Com pouco recurso em caixa para dar conta das principais demandas da cidade, o novo secretário de Obras, Leandro Dias Joaquim, afirma que irá focar, neste início de gestão, especialmente no combate a erosões e em serviços de recape. Este último, contudo, terá de ser viabilizado por meio de recursos oriundos de convênios e de emendas parlamentares.
O engenheiro civil, que assumiu a pasta efetivamente nesta segunda-feira (19), explica que a meta é agilizar a execução dos recapeamentos que já têm verbas garantidas para que, então, após a prestação de contas, seja possível pleitear novos convênios com a União e Estado, além de emendas.
Até o momento, são três principais frentes na área de recape e, segundo Joaquim, todas serão iniciadas ainda neste ano.
Uma delas é a recomposição da avenida Rodrigues Alves, nos dois sentidos, no trecho que vai da avenida Pedro de Toledo até a Nações Unidas.
A obra custará R$ 3,5 milhões, sendo que R$ 2,9 milhões vêm de emenda do deputado federal Rodrigo Agostinho. "E há uma contrapartida de R$ 600 mil da prefeitura. Vamos começar o serviço até o início de maio, até para aproveitar a época seca do ano", acrescenta o secretário.
Outro R$ 1 milhão virá do deputado federal Capitão Augusto para execução da avenida Pedro de Toledo até o viaduto Mauá, que dá acesso à Vila Falcão. A terceira frente é dar continuidade aos serviços de recape previstos no convênio de R$ 3,5 milhões firmado no ano passado entre a Secretaria do Estado de Desenvolvimento Regional e o município.
O então prefeito, Clodoaldo Gazzetta, chegou a utilizar parte do recurso para o recape, por exemplo, da rua Bernardino de Campos. Agora, a verba remanescente, de acordo com Joaquim, será destinada à recomposição de ruas localizadas em regiões mais periféricas da cidade, além de vias que dão acesso a bairros. O serviço será realizado pela prefeitura com equipe própria.
OUTRA REALIDADE
O asfalto é apontado pelos bauruenses como o segundo maior problema da cidade, atrás apenas da saúde, conforme revelou pesquisa encomendada pelo Jornal da Cidade e elaborada pela Ágili. Leandro Joaquim, que já foi secretário de Obras nas gestões de Nilson Costa e Tuga Angerami, lembra que, em 1998, Bauru só contava com 7,5 mil quadras pavimentadas (o que equivale a 750 quilômetros).
"E, como o JC publicou, hoje são 18 mil, o equivalente a 1.800 quilômetros, sendo que 6 mil, ou 600 quilômetros, precisam de recape. A realidade é outra e precisaremos de recursos suplementares para avançar nesse aspecto", adianta.
Ainda de acordo com ele, outra prioridade será combater erosões, sendo que, das 20 identificadas em Bauru no início do ano, seis já receberam algum tipo de intervenção. Ainda há necessidade, contudo, de realizar benfeitorias nas duas consideradas mais críticas, na altura do Residencial Pinheirinho e no Jardim Rosa Branca.
"Também iremos aplicar células de concreto para praticamente dobrar a passagem do córrego sob a avenida Comendador Daniel Pacífico, que liga a Vila Falcão ao Jardim Bela Vista e sempre foi um local problemático", acrescenta.