Internacional

Presidente da China confirma participação em cúpula de Biden


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Pequim - O presidente da China, Xi Jinping, confirmou sua participação na Cúpula de Líderes sobre o Clima, organizada pelo presidente americano, Joe Biden. Essa será a primeira reunião entre os dois líderes desde a posse de Biden, ainda que virtual. Depois de recolocar os EUA no Acordo de Paris, o presidente americano convidou 40 líderes mundiais, entre eles o brasileiro Jair Bolsonaro, para participar da cúpula virtual de dois dias.

Xi participará da cúpula por vídeo e fará um discurso "importante", disse Hua Chunying, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, em um comunicado nesta quarta-feira (21).

Pequim e Washington, as duas maiores economias e os dois maiores emissores de gases do efeito estufa do mundo, travam disputas nos campos comercial, tecnológico e de direitos humanos.

O primeiro encontro de alto escalão entre representantes dos EUA e da China depois da posse de Biden ocorreu no Alasca, no mês passado, mas não rendeu avanços diplomáticos.

VISITA

No entanto, na semana passada, o enviado climático dos EUA, John Kerry, viajou a Xangai para se encontrar com seu homólogo chinês na primeira visita de alto nível de um funcionário do governo Biden à China. Ambos concordaram com ações concretas ainda "na década de 2020" para reduzir as emissões.

As discussões ambientais bilaterais entre China e EUA haviam sido praticamente interrompidas durante o governo do ex-presidente Donald Trump, que abandonou o Acordo de Paris em junho de 2017.

Biden retornou ao pacto horas após a sua posse e, desde então, se concentra ativamente em transformar os EUA em uma liderança na ação contra a mudança do clima. O protagonismo também é disputado pela China.

ACORDO

No acordo, os Estados Unidos e a China disseram que vão "combater as mudanças climáticas com a seriedade e a urgência que o problema exige", intensificando os esforços para reduzir as emissões de carbono. O anúncio foi uma rara demonstração de cooperação em meio ao aumento das tensões entre os dois países em torno de uma série de outras questões. A declaração foi feita em um incomum comunicado conjunto na noite de sábado (17).

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