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À espera de vacina, pessoas com mais de 65 anos até mudam de profissão

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Desde a última terça-feira (20), a Prefeitura de Bauru aplica a primeira dose da vacina contra a Covid-19 nas pessoas acima de 65 anos. Enquanto a imunização não chegava, alguns trabalhadores desta faixa etária resolveram trocar ou adaptar as atividades profissionais exercidas para diminuir o contato com o público e dificultar a infecção pela doença.

É o caso da aposentada Aparecida de Fátima Franco Arantes, de 65 anos. Na manhã desta quarta-feira (21), ela tomou a primeira dose do imunizante no Núcleo de Saúde do Jardim Redentor.

Aparecida passou a vida trabalhando como empregada doméstica e deu continuidade ao ofício mesmo depois que se aposentou, afinal, precisava do dinheiro para complementar a renda familiar.

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, em março de 2020, ela optou por restringir a sua atividade profissional. Passou a lavar e passar roupas dentro da própria casa. "Eu não vejo a hora de retomar a minha vida de antes", complementa.

Assim como Aparecida, o aposentado Homero Guedes Gasparini, de 65 anos, tomou a primeira dose da vacina contra a Covid-19 ontem, no posto do Jardim Redentor.

Mas não é só isso que os dois têm em comum. Homero também deixou de fazer bico como segurança em várias empresas para trabalhar como motorista de uma única família. "Assim, consegui me proteger até agora", acrescenta.

NOVOS HÁBITOS

Por conta da pandemia, mesmo os aposentados que não voltaram ao mercado de trabalho fizeram adaptações na rotina. Maria Auxiliadora Rodrigues da Silva, de 68 anos, é também um exemplo. "Eu sinto muita falta de participar das maratonas do Sesc, que envolviam corrida e natação. Agora, me limito a fazer uma caminhada leve", lamenta.

Ontem, ela acompanhou o marido, o salgadeiro Alberto Rodrigues da Silva, de 66, que tomou a primeira dose da vacina. Dona Maria, como costuma ser chamada, já passou por esta etapa e aguarda a segunda dose para ficar completamente imunizada. "A vacinação me traz esperança em dias melhores", observa.

Já a funcionária pública aposentada Marileide Cabral Hetteissheimeir, de 66 anos, que tomou a primeira dose do imunizante ontem, na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Jussara/Celina, afirma ter se reconectado com o marido.

De acordo com ela, por anos, o casal se concentrou no trabalho e nos filhos. "Agora, com o isolamento, os dois aposentados e todo mundo devidamente criado, nós conseguimos dedicar mais tempo um para o outro", finaliza.

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