Washington - Os Estados Unidos lançaram oficialmente nesta quinta-feira (22) o Plano Americano de Financiamento Internacional do Clima, que provê a países em desenvolvimento recursos para combater as mudanças climáticas. O projeto foi relevado cedo pelo presidente americano, Joe Biden, durante discurso na Cúpula do Clima, evento organizado pela administração democrata com mais de 40 líderes globais.
De acordo com documento oficial da Casa Branca, enviado nesta quinta-feira à imprensa, os EUA vão dobrar, até 2024, os recursos públicos voltados a iniciativas sustentáveis em países em desenvolvimento. O valor terá como base comparativa o financiamento aplicado durante a segunda metade do governo Barack Obama, que teve Biden como vice-presidente.
As diretrizes do Plano Americano de Financiamento Internacional do Clima vão orientar agências reguladoras dos EUA a como carimbar repasses a outros países, a partir de critérios detalhados.
A ideia também é aglutinar, no fundo, recursos de outras nações e da iniciativa privada, como forma de ampliar a quantidade o nível de financiamento a iniciativas sustentáveis.
Ao propor uma nova chance para apresentar suas metas climáticas após a gestão negacionista do clima promovida por Donald Trump, o novo governo dos EUA também promoveu uma segunda oportunidade ao restante do mundo para revisar suas contribuições para a transição a uma economia de baixas emissões de gases-estufa, antecipando para o curto prazo as metas definidoras do sucesso do Acordo de Paris.
Seu vizinho de fronteira, o México, entendeu o recado. O presidente López Obrador, afirmou nesta quinta-feira na Cúpula do Clima que seu país vai parar de exportar petróleo bruto, como forma de combater as mudanças climáticas, e, gradativamente, utilizar as reservas do óleo apenas para demanda interna. "Energia hidrelétrica é limpa e barata. Vamos reduzir o uso de carbono como fonte de energia", declarou Obrador.