Regional

Condenado por trabalho escravo é preso

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 1 min

Pirajuí - Um dos condenados por manter trabalhadores em situação análoga à de escravo, entre 2007 e 2008, em uma carvoaria em uma fazenda na zona rural de Pirajuí (58 quilômetros de Bauru), foi preso nesta quarta-feira (21). A reportagem entrou em contato com advogados que constam na ação, mas foi informada de que eles não atuam mais no caso. O JC tentou localizar de várias formas a defesa dele, sem sucesso.

Sentenciado em 2017 a cinco anos e 10 meses de reclusão em regime semiaberto, Daniel Antônio Cinto, hoje com 62 anos, aguardava em liberdade a tramitação dos recursos. Com o trânsito em julgado, nesta semana, a pedido do Ministério Público Federal (MPF), a Justiça Federal expediu mandado de prisão e determinou o cumprimento da pena.

Ele foi detido em sua residência, em Ourinhos, e apresentado pelo Comando da Polícia Militar (PM) na Delegacia da Polícia Federal (PF) em Bauru. Na sequência, por ser PM da reserva, foi conduzido ao Presídio Militar Romão Gomes, na Capital.

Segundo o MPF, os crimes ocorreram entre janeiro de 2007 e junho de 2008, quando dez vítimas, que eram submetidas a condições degradantes e jornadas exaustivas de trabalho, além de não receberem salário, foram libertadas em uma ação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em conjunto com o Ministério Público do Trabalho (MPT).

Além de Cinto, o MPF pediu a execução da pena de outra condenada, que esteve à frente da empreitada por cerca de dois meses. Ela foi sentenciada a realizar serviços comunitários por três anos e sete meses e a pagar multa de R$ 5 mil. Um terceiro responsável pela carvoaria, também condenado, teve a pena extinta pela prescrição por ter mais de 70 anos na data da sentença.

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