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Apreensão de k4 cresce: droga estava até em doce e fio dental

Larissa Bastos
| Tempo de leitura: 2 min

Mesmo com a suspensão de visitas em penitenciárias por conta da pandemia, durante o primeiro trimestre deste ano, a Secretaria Estadual da Administração Penitenciária (SAP) contabilizou, na região de Bauru, quase o triplo de flagrantes de k4, a maconha sintética, em comparação ao mesmo período de 2020. Devido ao formato do entorpecente, que se assemelha a um papel, os familiares tentam das formas mais inusitadas camuflar a droga nas correspondências que enviam aos presídios. Para se ter uma ideia, na última segunda-feira (26), unidades de k4 foram localizadas na tampa de um pote de doce de leite e até em embalagens de fio dental.

Segundo a SAP, as equipes das unidades prisionais são treinadas para impedir a entrada de objetos ilegais, com equipamentos de raio X, onde todo e qualquer material, mercadoria, encomenda, correspondência e outros, são submetidos antes de adentrarem as penitenciárias. Havendo qualquer suspeita, são vistoriados manualmente.

Diante disso, de acordo com um levantamento feito pela pasta a pedido da reportagem, entre janeiro, fevereiro e março de 2021, foram 20 flagrantes de quantias de k4, contra somente seis no mesmo período do ano passado, quando visitas ainda eram permitidas nas unidades. O dado inclui números de 10 penitenciárias de Bauru, Balbinos, Pirajuí e Reginópolis, sendo que apreensões ocorrem com maior frequência no Centro de Progressão Penitenciária 1 (CPP) de Bauru - no primeiro trimestre de 2021, foram 13.

Foi na unidade, inclusive, que, nesta segunda (26), o entorpecente foi encontrado camuflado na tampa de um pote de doce de leite. Já no CPP 2, na mesma data, foram localizados 100 micropontos de k4 dentro de cinco aparelhos de barbear; uma tira de papel contendo a maconha sintética na embalagem de um fio dental; cinco tiras da droga em pacotes de bolacha; e mais um microponto em meio a outra embalagem de fio dental.

"A tecnologia disponível para revista e vigilância, aliada à expertise dos servidores da SAP, tem logrado êxito em impedir a entrada de materiais e objetos proibidos nos presídios. O número de apreensões é crescente a cada ano", diz a pasta, em nota. Sobre os flagrantes recentes, a SAP informou que as prisões registraram boletins de ocorrência e instauraram procedimentos internos para apurar casos.

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