Tel Aviv - Após testemunhas relatarem que a polícia dificultou a dispersão de peregrinos no início da confusão que gerou a morte de ao menos 45 pessoas, durante uma festa religiosa no Monte Meron, ao norte de Israel, o Ministério da Justiça do país disse que vai investigar se houve má conduta policial relacionada à tragédia. A polícia informou ao jornal Haaretz que iniciou uma investigação sobre o incidente, em que ao menos 150 pessoas ficaram feridas. As circunstâncias exatas da tragédia ainda não foram determinadas.
Algumas testemunhas disseram ao jornal israelense que policiais acabaram aumentando o problema ao não permitir que as pessoas se dispersassem logo após o início do tumulto, o que a corporação nega.
Vídeos que circularam nas redes sociais mostraram um grande número de judeus ultraortodoxos agrupados em espaços apertados. Eles estavam aos pés do Monte Meron para celebrar "Lag Ba'Omer", um feriado judaico em homenagem ao rabino Shimon bar Yochai, que viveu no século 2 e está enterrado no local.
"A polícia decidiu fechar a rampa de saída de uma das fogueiras, que estava lotada", relatou à agência AFP Shmuel, de 18 anos. "Chegaram mais pessoas, cada vez mais (...) e começaram a se apertar uns contra os outros, e depois a se esmagar". "A polícia não reabriu (a barreira) até que se rompeu e toda a multidão explodiu para os lados. Dezenas foram esmagadas, uma catástrofe", completou Shmuel.
REUNIÃO LEGAL
Essa foi a primeira grande reunião religiosa desse tipo a ser realizada legalmente desde que Israel suspendeu quase todas as restrições relacionadas à pandemia do novo coronavírus.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que a tragédia é uma das catástrofes mais graves da história do país.