Economia & Negócios

'Live shop' une rede social, TV e loja online para atrair a clientela

Cristiane Teixeira
| Tempo de leitura: 1 min

Desde que a pandemia de Covid-19 afetou o fluxo de clientes nas lojas, comerciantes testam formas de vender a distância. A live commerce, também chamada de live streaming ou live shop, aparece entre as novidades.

A plataforma une os formatos dos vídeos transmitidos ao vivo pela internet, as lives, dos canais de compra na televisão e a estrutura do comércio eletrônico para divulgar produtos, promover vendas e gerar maior interação com o consumidor. Ela é realizada em plataformas específicas preparadas para o modelo, em serviço que pode ser contratado de consultorias do setor. Em troca, elas costumam cobrar um percentual das vendas.

O internauta vê na tela ao mesmo tempo o apresentador exibindo os produtos e fotos dos itens com os preços. Caso se interesse, pode tirar dúvidas via chat, adicionar o produto ao carrinho virtual e fazer o pagamento, tudo sem deixar a transmissão.

A plataforma lembra a de canais de televendas como o Shoptime. Mas não é preciso ligar para comprar os itens que aparecem no vídeo. "Tudo acontece no mesmo ambiente digital: a apresentação dos produtos, o chat para esclarecer dúvidas dos consumidores e as vendas", diz Ivan Tonet, analista de relacionamento com clientes do Sebrae.

O formato, na opinião do especialista, tem potencial para deslanchar no Brasil e pode ajudar micro e pequenos negócios a sobreviver ao período de portas fechadas durante a pandemia.

A live commerce tende a ter taxa de conversão de vendas superior à das transmissões ao vivo pelo Instagram ou Facebook, segundo o analista. Isso porque nas redes sociais é preciso haver uma troca de mensagens para fechar o pedido e liberar o link de pagamento. Na plataforma de live commerce, a compra é feita diretamente pelo canal, sem intermediários.

 

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