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Não espere chegar ao 'fundo do poço'

Evelin Azevedo
| Tempo de leitura: 1 min

A pandemia da Covid-19 provocou uma avalanche na saúde mental das pessoas no Brasil e no mundo. Um estudo canadense mostrou que em 2020 a prevalência da depressão chegou a 16%, e da ansiedade a 15%, quatro e três vezes, respectivamente, mais frequentes em comparação aos dados dos anos anteriores relatados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Um dos tratamentos indicados para auxiliar na recuperação da saúde mental é a psicoterapia.

Existem variadas abordagens terapêuticas (veja as mais comuns abaixo) que podem ajudar a resolver problemas como ansiedade, depressão, traumas e falta de autoconfiança. "A terapia é uma chance da pessoa tornar consciente alguns conteúdos que para ela não estão acessíveis e que a levam a repetir padrões de comportamento que trazem sofrimento", diz Bárbara Carissimi, coordenadora de Psicologia da Universidade Veiga de Almeida (UVA).

Para os especialistas em saúde mental, todo mundo deveria fazer psicoterapia. Mas, para o trabalho dar certo, é preciso comprometimento. "A pessoa tem que se sentir aberta e disponível para esse processo. A terapia não é uma sessão, é um processo. Você trabalha pensamentos e mente mesmo fora da sessão. Então, você deve estar disponível emocionalmente para esse trabalho", diz Fabiane Curvo de Faria, psicóloga especializada em Terapia Cognitivo Comportamental e idealizadora da plataforma on-line Aterapia.

Tão importante quanto escolher a abordagem usada na psicoterapia é decidir qual profissional guiará o tratamento. "Normalmente as pessoas procuram a terapia quando estão "no fundo do poço". Ninguém consegue lidar com tudo sozinho. O profissional, independente da recomendação e das referências, deve ter empatia com aquela pessoa que está ali, para que o paciente possa se abrir sem medo de ser criticado ou julgado", orienta Flavia Pitella, psicóloga que criou o projeto Terapia pra Todos.

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