Política

Depoimento de Saraiva mostra que o PDA foi pouco executado, diz presidente da CEI

Tânia Morbi
| Tempo de leitura: 2 min

O presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Bauru, Marcos Saraiva foi ouvido nesta sexta-feira (7) pela Comissão Especial de Inquérito (CEI), que apura, no Legislativo bauruense, a execução do cronograma de implantação do Plano Diretor de Água (PDA).

Para a presidente da CEI, Estela Almagro (PT), as informações apresentadas por ele no relatório de execução e por meio das respostas dadas aos questionamentos dos vereadores mostram que é muito pequeno o percentual de obras executadas até agora. Mas um percentual exato do que foi feito não foi divulgado.

Saraiva foi o primeiro a ser ouvido pela CEI, em sessão que durou mais de 3h. Ele foi muito questionado pelos vereadores, especialmente, pelo relator Guilherme Berriel (PMDB), que é engenheiro civil. O presidente foi acompanhado de vários técnicos, servidores da autarquia.

Um dos posicionamentos que surpreendeu os vereadores, segundo Estela, foi a forma como Saraiva se referiu à obrigatoriedade de execução do PDA. "Independentemente da Lei 7.315, de 2019, se foi licitado pelo Poder Público para nortear as ações para resolver a questão de falta de água, obviamente que o Plano deve ser seguido", disse.

Outro ponto que gerou conflito entre o presidente do DAE e os vereadores foi a necessidade de atualização do PDA a cada cinco anos.

"Não há que se falar que o Plano está ficando obsoleto. Claro que ele vai precisar de atualizações, porque as tecnologias evoluem, mas que podem ser feitas pelos próprios servidores", avaliou Estela.

Outros questionamentos dos vereadores foram quanto ao número de poços projetados e de fato criados; o que foi ou deveria ter sido executado em benefício da lagoa, e em torno do assoreamento do Rio Batalha, entre outros.

O depoimento de hoje, segundo Estela, serviu para mostrar que a CEI deve, além de ouvir os ex-presidentes e ex-prefeitos, fazer visitas técnicas a diversos lugares.

SARAIVA

O presidente do DAE afirmou em seu depoimento que prioridades foram deixadas de lado, mas que outras ações foram promovidas. "Deixamos de fazer algumas coisas prioritárias no que tange ao controle do desperdício de água, que estava previsto no PDA. Por outro lado, o DAE concluiu vários poços para tentar solucionar a falta de água".

O presidente afirmou que, como o Plano não foi cumprido integralmente até agora, um novo cronograma de execução será traçado, considerando que não será mais possível cumprir o que foi estabelecido no ano de sua apresentação, devido às mudanças de prioridades e necessidades estabelecidas entre 2014 e 2021. Não foi divulgada a data para apresentação do novo cronograma.

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