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Oi, tudo bem? Tudo bem!

Alexandre F. Melo
| Tempo de leitura: 2 min

Durante o nosso dia corrido, sempre ouvimos esse cumprimento relâmpago entre duas pessoas conhecidas que se esbarram por aí. Parece que estão todos sempre "bem", se esforçando para esboçar um sorriso. É preciso dizer que está "tudo bem", afinal, "não estou melhor, mas também não quero estar pior que ninguém."

Assim o mundo gira com todos "muito bem." Os problemas não existem. Na mídia vemos pessoas que parecem estar sempre bem e elas nos dizem que não devemos falar sobre nossos problemas porque isso atrai "energias negativas", devemos apenas deixar o tempo passar, o tempo resolve tudo. Então, não falamos deles com os amigos, precisamos aproveitar o final de semana. Com os familiares também não encontramos um tempo para conversar sobre dificuldades, problemas e sentimentos, pois a conversa obedece apenas à agenda de assuntos triviais como futebol, viagens, passeios, compras, trabalho etc. Porém, o tempo passa, mas os problemas e as tristezas aumentam: a angústia pelo filho que se viciou nas drogas, o ódio pela traição do marido, a preocupação pela falta de emprego e de dinheiro, o medo de ser pego pela mentira ou pelo mal feito escondidos, a decepção com o melhor amigo etc. O problema que causava desânimo se avolumou e agora causa depressão. De vez em quando ouvimos falar que uma pessoa que conhecíamos tentou o suicídio e nos lembramos que, sempre que encontrávamos aquela pessoa, ela nos parecia bem e sorrindo.

Amigos que são realmente amigos encontram tempo para nos ouvir e continuam sendo amigos mesmo conhecendo nossos erros e problemas. Os pais e familiares que realmente nos amam devem sempre abrir um espaço na presença de Deus para reunir a família e falar sobre assuntos sérios, sejam eles tristes ou alegres. Problemas e dificuldades no relacionamento que envolvem sentimentos e que estejam tirando a paz de algum membro da família precisam ser verbalizados e ouvidos. Esse é o começo para a solução de nossas crises secretas. Precisamos desse tempo reservado com pessoas que nos amam e em quem confiamos. Um tempo para desabafar, para perdoar e pedir perdão, um tempo sem máscaras!

O autor é colaborador de Opinião.

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