Nações verdadeiramente democráticas não se importam em reafirmar o valor da democracia, não se importam em provar que ela não só funciona como também existe para ajudar as pessoas, fazendo do Estado, ao mesmo tempo, um agente do bem-estar social e do crescimento econômico.
Num momento de crise mundial causada pela Covid-19, a ciência vem provando a cada dia que só as vacinas podem evitar mais mortes. Como bem lembrou o governador João Doria, a vacina é "o triunfo da vida contra os negacionistas, contra os que preferem o cheiro da morte, em vez da alegria da vida".
Sabe-se hoje que a vacina contra o coronavírus não só reduz significativamente o total de casos grave como também contribui para a diminuição de mortos. Um exemplo, segundo o site da emissora britânica BBC: no Chile, onde a CoronaVac também é a vacina mais aplicada (90% lá), um estudo com 10,5 milhões de pessoas mostrou que o imunizante tem 80% de efetividade para prevenir mortes e 89% para evitar a internação de pacientes críticos em UTIs.
O Governo de SP não só foi o mais ágil a perceber a gravidade da doença, já em março de 2020, como também buscou formas de acelerar uma maneira de ter a vacina contra a covid-19.
Por isso fez parceria com os chineses para a produção da CoronaVac, no Instituto Butantan. Enquanto o governo federal se esforçava em relativizar a doença, em ofender os chineses sem buscar vacinas de laboratórios de outros países, o Governo de SP esquematizou a produção local na CoronaVac no Butantan.
Só começou a vacinar em janeiro após atrasos injustificáveis - provavelmente causados por pressão de Brasília - na Anvisa. Graças ao Butantan, que é um instituto do Governo de SP, 42 milhões de vacinas CoronaVac foram entregues a brasileiros de todo o país. No Estado de SP, foram aplicadas mais de 11 milhões de doses - sendo 8,7 milhões de CoronaVac.
Além disso, o mesmo Butantan começou a produzir o primeiro lote de 18 milhões de doses da Butanvac, a primeira vacina fabricada integralmente no país contra o coronavírus que estará pronta para uso em junho. Ainda neste ano, poderemos chegar a 150 milhões de doses. Vacina e ciência são sinônimos de vida. E a democracia, além de defender este mesmo valor, é totalmente o inverso de negacionismo, das fake news e da necropolítica brasiliense.
O autor é engenheiro, secretário estadual de Logística e Transportes de SP.