Washington - A diretora da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), Carissa Etienne, afirmou nesta quarta-feira (12) que os casos da Covid-19 têm caído nos Estados Unidos, porém, alertou que a transmissão do vírus nas Américas "está longe de ser controlada". Durante entrevista coletiva virtual, Etienne informou que, na semana passada, a região teve mais de 1,2 milhão de casos da doença. Ela também concorda (mesmo sem ter dados fechados) que há queda dos números no Brasil.
Questionada sobre o turismo de vacinas, quando pessoas deixam seus países para ser imunizadas em outras nações. Segundo ela, isso não pode ser visto como uma solução de saúde pública, sendo sobretudo "um sintoma das dificuldades" da região em conseguir vacinas suficientes.
Já o diretor de emergências de saúde da entidade, Ciro Ugarte, enfatizou a necessidade de que a população mantenha precauções, a fim de evitar disseminação ainda maior da doença pelas Américas.
O diretor assistente da Opas Jarbas Barbosa afirmou que a entidade negocia com a Índia a liberação "ao menos parcial" de vacinas para distribuição regional pela Iniciativa Covax. Ele lembrou que o país, diante da forte alta nos casos da doença, tem vetado exportações dos imunizantes e priorizado a população local.
Barbosa disse que sem dúvida é importante que a Índia continue a vacinar sua população, no quadro atual, mas a entidade gostaria que fosse liberado ao menos parte do combinado da produção local para o mecanismo Covax.
CEPAS INDIANAS
Gerente de incidente para a Covid-19 da Opas, Sylvain Aldighieri disse que a variante da Índia do vírus já foi identificada em vários países da região. Segundo ele, há indícios de que essa cepa seja mais contagiosa. Além disso, ele lembrou que as medidas sabidas, como uso de máscaras e distanciamento social, continuam a ser eficientes contra essas variantes.
COLÔMBIA
Etienne apontou que os casos da Covid-19 têm aumentado na Colômbia nas últimas semanas e disse que eles devem avançar ainda mais, neste momento em que o país tem protestos nas ruas. Ela também citou que há um "salto" em casos da doença em áreas da Guiana e outros países que fazem fronteira com o Brasil, citando ainda o País para mencionar o fato de que há listas de espera para acesso a UTIs em território brasileiro. Em toda a região, ela disse que quase 80% das UTIs estão atualmente ocupadas por pacientes com o vírus.