Santa Cruz do Rio Pardo - A Prefeitura de Santa Cruz do Rio Pardo (90 quilômetros de Bauru) atribui recente aumento expressivo no número de casos e óbitos por Covid-19 na cidade à maior circulação da P1, também chamada de variante brasileira, de Manaus ou amazonense. Até esta quinta-feira (13), o município somava 4.695 casos da doença, com 103 mortes.
No boletim da doença desta quarta (12), Carol Mariano, enfermeira da Vigilância Epidemiológica revelou que, segundo estudo do Instituto Adolfo Lutz, a P1 já circulava na cidade deste janeiro. "Isso justifica a transformação do cenário epidemiológico da doença, com aumento do número de casos novos, do número de casos graves, que necessitam de internação, e aumento expressivo do número de casos de óbitos", diz.
Segundo ela, monitoramento do DRS de Marília revelou que, em março, das nove variantes isoladas nas amostras de pacientes com Covid, só 3% referiam-se a P1. Em abril, esse percentual aumentou para 5,4%, de um total de seis variantes isoladas.
No dia 1 de maio, novo levantamento da DRS apontou que a variante brasileira estava presente em 51,85% das amostras, em um universo de seis cepas isoladas. "Isso nos leva a concluir que o grande número de óbitos, especialmente no mês de abril, está diretamente ligado à predominância da variante, mais contagiante, agressiva e letal", afirma.