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Desânimo marca eleição no Chile que escreve nova Carta

FolhaPress
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Santiago - Mais de 14 milhões de chilenos estão aptos à ir às urnas neste domingo (16), ainda que quase 60% deles não saibam ao certo quantos postos estão em disputa ?são quatro. Aliás, desde ontem, os chilenos estão aptos a votar. Este ano, a votação foi marcada para dois dias para evitar aglomerações por causa da Covid-19.

Pesquisa realizada pela Ipsos entre 5 e 11 de maio apontou que só 43% dos eleitores têm ciência de que a eleição deste final de semana envolve a definição dos 155 membros da Assembleia Constituinte, 345 prefeitos, 2.252 vereadores e 16 governadores regionais. Ao todo, há 22 mil candidatos para 2.768 cargos.

SEM OBRIGAÇÃO

Além do desconhecimento quanto ao número de posições a serem escolhidas, levantamento do instituto Cadem também mostrou que apenas 52% dos entrevistados declararam intenção de votar, e só 46% disseram estar interessados no pleito ?no Chile, o voto não é obrigatório.

A quantidade de decisões a tomar é uma das explicações de especialistas para o súbito desinteresse pela eleição, um contraste com as imensas manifestações que começaram em outubro de 2019 e pediam, de maneira geral, reformas no sistema de aposentadorias, na educação e no acesso a saúde e transporte.

Outra demanda era a elaboração de uma nova Constituição para substituir a Carta de 1981, da época da ditadura militar (1973-1990). Assim, a principal corrida desta votação será a dos nomes que redigirão o documento, após um plebiscito que, com apoio de 78,28% dos eleitores, autorizou a formação do órgão.

FEMININA

De novidade é que a nova constituinte do Chile terá, por lei, 50% de sua bancada feminina e com 10% com representantes de povos indígenas.

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