Tribuna do Leitor

Entendendo os conflitos de Israel e Palestina

Bruno Henrique Montanholi dos Santos - O autor é graduando do quinto semestre em licenciatura em História da Unisagrado
| Tempo de leitura: 2 min

O conflito entre Israel e Palestina é uma disputa sobre a posse do território palestino e está no centro de debates políticos e diplomáticos atuais, principalmente depois dos ataques mais recentes a faixa de Gaza, iniciada na segunda-feira (10/5) e que segue se agravando.

Vejo muitas pessoas confusas com o conflito e se perguntando o porque dos ataques e quais as motivações para o atrito, por isso é extremamente importante contextualizar o assunto de forma mais acessível, para que possamos entender melhor a situação e como ela interfere nas relações internacionais.

Podemos dizer que o inicio do histórico do conflito se deu por volta do século XIX, com o crescimento do movimento sionista (movimento político que defendia a formação de um Estado Nacional próprio para os judeus na Palestina) e a grande migração de judeus ao território árabe na palestina. Com a chegada dos judeus, houve então o início de uma tensão por parte das divergências das duas religiões do local (islã e judaísmo) desencadeando uma série de atritos.

Logo após o termino da segunda guerra mundial (1945), que a ONU, ficou responsável de uma tentativa de reconciliação, estabelecendo um "Estado duplo", ou seja, cada povo teria metade do território e Jerusalém seria administrada internacionalmente. Israel no ano seguinte da partilha da ONU, não aceitou esse tratado e declarou-se independente, iniciando uma nova serie de conflitos, foi então que grupos extremistas começaram a surgir, um exemplo é o Fatah.

Em 1967 houve a guerra dos seis dias, onde Israel tomou a faixa de Gaza e a península do Sinai do Egito. O que ocasionou em 1973 a Guerra do Yom Kippur, em que os países árabes derrotados na Guerra dos Seis Dias tentaram recuperar seu território.

Em sintase, houveram diversos conflitos entre Israel e palestina, todos esses se baseavam em disputas territoriais e afirmação da soberania. Os novos ataques são uma ferida aberta no coração do Oriente Médio e o fato de o conflito ter desaparecido das manchetes internacionais nos últimos anos não significa que ele tenha acabado.

Os novos gatilhos para o mais recente confronto incluem ameaças de despejo de palestinos de suas casas em Sheikh Jarrah e a severa vigilância israelense dos palestinos durante o Ramadã, o mês sagrado dos muçulmanos, fazendo com que o grupo palestino Hamas emitisse um ultimato a Israel e disparasse os foguetes contra Jerusalém.

 

Comentários

Comentários