Política

Vereadores criticam demora no transporte de pacientes em UPAs

Tânia Morbi
| Tempo de leitura: 2 min

Um caso apresentado pelo vereador Junior Lokadora (PP), na sessão de segunda (17), de uma idosa que aguardou por cerca de oito horas por transporte na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Ipiranga gerou uma série de críticas de vários vereadores ao transporte oferecido aos pacientes nas unidades de saúde.

Lokadora exibiu um vídeo feito por ele, por volta das 23h, no último dia 14, que mostrou a senhora de 87 anos que aguardava desde às 15h pelo transporte para o Hospital de Base, segundo a filha que a acompanhava. A paciente tinha fratura do fêmur e esperava sentada em uma cadeira de rodas.

"Aonde está o erro? O que tem que melhorar para que isso não aconteça com essas pessoas? É triste demais. Isso tem que acabar, temos que ver onde está o erro e mudar isso", afirmou Lokadora.

O presidente do Legislativo, Markinho Souza (PSDB), afirmou que as queixas sobre a demora em transferências são contínuas e ocorrem há bastante tempo. "Precisa melhorar a gestão das ambulâncias brancas, que são usadas para o transporte dessas pessoas", afirmou.

O vereador Marcelo Afonso (Patriota) mencionou a falta de assistentes sociais nas UPAs, profissionais que poderiam atuar nessas situações, e afirmou que também recebeu reclamações sobre a demora nas transferências. Luiz Carlos Bastazini (PTB) foi o mais contundente nas críticas. Na sua opinião, o atendimento não é bom e não vai melhorar.

SEM LEITO E SEM LENÇÓIS

No mesmo vídeo, Lokadora mostrou um paciente que aguardava por transporte deitado em uma maca no chão da unidade. De acordo com ele, naquela noite, outros quatro pacientes estavam na mesma situação por falta de leitos na unidade.

A vereadora Chiara Ranieri (DEM) mencionou o caso recente de um paciente que também esperou deitado em uma maca no chão da unidade. Neste caso, além do leito, faltaram roupas de cama, que tiveram que ser providenciadas pela família, segundo a vereadora. "Parece que não estamos em Bauru, no Estado de São Paulo. Isso está acontecendo também em outras unidades e a prefeitura sabe, por isso precisa dar a devida atenção", lamentou.

SITUAÇÃO INCOMUM

O secretário de Saúde, Orlando Costa Dias, explicou que, eventualmente, ocorrem demoras devido a uma série de acontecimentos não previsíveis, como quebra de viaturas, falta de médicos e excesso de demandas. "São muitas variáveis. Teve plantão em que um médico enfartou e outro estava com Covid. Mas essa situação é incomum. Um caso não pode servir de referência. Essa situação não é rotina, é exceção. Temos tido problemas sim, mas eles não podem ser superdimensionados", afirmou.

Orlando Dias informou que vem viabilizando a permanência de assistentes sociais no período da noite nas UPAS, ao menos até a meia-noite.

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