Tribuna do Leitor

Córrego da grama

Shigueko Sakai
| Tempo de leitura: 2 min

Acompanho pelo JC, assim como pessoalmente, os dilemas que a cidade de Bauru enfrenta com a erosão e assoreamento, em especial nos córregos, tais como nos mostra o JC de 18/05/2021, página 8.

A Prefeitura Municipal de Bauru bem que poderia aproveitar essa época de estiagem, antes de plantio das árvores, alargar e aprofundar mais o Córrego da Grama inteiro com o uso de máquina retroescavadeira jogando a terra nas duas laterais. Assim, teremos em profundidade do córrego somando às terras retiradas e amontoadas ao longo das duas laterais.

É possível desviar água com essa mesma máquina enquanto escava o córrego. As terras retiradas, que são arenosas e/ou barrosas, servem de barragem. As terras são pesadas e os capins crescem em seguida. O solo é firme. Para cada enxurrada, servem para segurar as terras, formando banco de areia.

Evita assorear os córregos.

Não há necessidade alguma em utilizar ferros e nem concretos. Salvo para a construção de pontes que necessitar permanecendo a mesma dimensão.

Dependendo da localização, uma boa chumbada de pedras marroadas ou até mesmo as pedras recicladas de construção civil ajuda.

Alargar e aprofundar os córregos com a construção de pontes onde é necessário realizar há de ser a melhor solução para escoamento de águas das enxurradas. Evita alagamento desenfreado nas épocas de chuvas torrenciais na parte mais baixa da cidade, assim como assoreamento ao longo do Rio Bauru e nas baixadas.

Experiência própria: importante conhecer e saber lidar com a própria natureza visando sempre o bem-estar da população e com menor custo. Antes mesmo de plantio de árvores, poderia, e muito bem, aproveitando a própria terra para preparar uma plataforma de caminho para o povo de Bauru fazer caminhadas, a pé e/ou bicicleta. Assim, a cidade de Bauru ficaria mais atraente e seria uma oportunidade para todos curtirem a morada onde vivem.

 

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