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CPI da Covid: Pazuello passa mal

Agência Brasil
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Brasília - O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello passou mal no intervalo da reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia. Pazuello teve uma queda de pressão e foi atendido pelo senador Otto Alencar (PSD-BA), que é médico. O presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), decidiu retomar a reunião hoje, às 9h30.

"Quando cheguei à sala do cafezinho, ele estava muito pálido. Ele teve uma síndrome vasovagal e a pressão caiu também. Deitamos ele no sofá para o sangue refluir para o cérebro. Ele ficou corado e estava bem. Isso é muito comum, acontece com quem está muito nervoso, emocionado", disse o senador Otto Alencar, ao canal CNN. Segundo Alencar, ele já estava bem e poderia continuar o depoimento, mas a decisão de Aziz se impôs.Na lista, ainda há 23 senadores inscritos para fazerem perguntas a Pazuello.

TCU DESMENTE

Um dos destaques do depoimento de Eduardo Pazuello, foi desmentido pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Mais cedo, ao ser questionado pelo relator da comissão, Renan Calheiros (MDB-AL), sobre a demora nas negociações com a Pfizer para compra das vacinas contra o novo coronavírus, o general disse que recebeu recomendação contrária de órgãos de controle, incluindo TCU, Advocacia Geral da União (AGU) e Controladoria Geral da União (CGU), para compra do imunizante.

"Apesar de eu achar pouquíssima quantidade, 8,5 milhões de doses no primeiro semestre, nós seguimos em frente. Vamos assinar o memorando de entendimento. Mandamos para os órgãos de controle, a resposta foi: "Não assessoramos positivamente. Não deve ser assinado". CGU, AGU, todos os órgãos de controle, TCU. "Não deve ser assinado". Determinei que fosse assinado, porque se nós não assinássemos a Pfizer não entraria com os registros na Anvisa. Foi assinado contra as orientações da assessoria jurídica e controle externo, interno e externo, isso em dezembro", disse Pazuello.

Em nota divulgada na tarde de ontem, o TCU negou ter se oposto à aquisição das vacinas da Pfizer ou à contratação da empresa.

Além disso, o ex-ministro disse que em sua gestão à frente da pasta não foram adquiridas doses de vacinas pelo Consórcio Internacional Covax Facility para imunizar 50% da população brasileira por causa do custo e da falta de garantias de recebimento dos imunizantes.

SEM RAPIDEZ

O ex-ministro  atribuiu as mortes por Covid-19 no Brasil a "outros fatores" além do alto índice de contaminação, entre eles, a falta de estrutura médica e oferta de leitos. O ex-ministro chegou a admitir que a capacidade do governo federal de implantar leitos dos SUS "não foi a mais rápida que poderia ser".

"Eu acredito que a curva de óbito tenha a ver com muitas outras estruturas ou muita falta de estrutura", disse Pazuello ao colegiado.

 

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